Com idades compreendidas entre os sete e os 76 anos

A Estrutura de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica (EAVVD) do Centro Humanitário da Cruz Vermelha (CHCV) está a funcionar desde 1 de setembro de 2011 em S. João da Madeira.

“Desde setembro de 2016 até setembro de 2018, foram apoiados 35 utentes vítimas de violência doméstica, com idades compreendidas entre os sete e os 76 anos, num total de cinco homens, 27 mulheres e três crianças”, lê-se no relatório de atividades da EAVVD relativo a 2017 e 2018, continuando: “No que se refere à área de residência, 25 tinham casa de morada de família em S. João da Madeira, sendo seis residentes no concelho de Oliveira de Azeméis, dois na cidade de Ovar e dois no concelho de Santa Maria da Feira”.

Estes utentes na sua grande maioria foram encaminhados por outras entidades da rede de apoio para a EAVVD do CHCV.

Dos 35 utentes, 14 foram encaminhados pela PSP/GNR, oito pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), seis por pessoas que contactaram autonomamente o Centro de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica (CAVVD), três pelos Serviços Sociais, duas pelas Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) e dois por um familiar.

A EAVVD do CHCV prevê a “intervenção, aconselhamento e encaminhamento em assuntos de Igualdade de Género, Violência Doméstica e Tráfico de Seres Humanos recorrendo a uma intervenção de natureza transversal e multidisciplinar” e rege-se pela “promoção de um conjunto de boas práticas centralizadas no respeito, necessidades, segurança e proteção das pessoas vítimas de violência doméstica”, segundo o seu relatório de atividades.

Esta estrutura está integrada na rede local e nacional de apoio às vítimas de violência doméstica, é reconhecida pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género  (CIG) e consta no seu guia de recursos, proporcionando “atendimento, avaliação, aconselhamento, acompanhamento (psicológico e social), consulta jurídica e acompanhamento em diligências decorrentes de processos judiciais” e promovendo “ações de informação e sensibilização sobre violência doméstica e de género, tráfico de seres humanos e bullying para a comunidade educativa, técnica e civil”.

A EAVVD intervém em S. João da Madeira, nos concelhos limítrofes e em outros concelhos do distrito de Aveiro. Porém, “acabamos por não negar apoio a qualquer vítima que procure os nossos serviços”, esclarece a estrutura no seu relatório de atividades a que teve acesso o labor.

11 mulheres assassinadas em 2019

O número de mulheres mortas, vítimas de violência doméstica, aumentou de 20 em 2017 para 24 em 2018.

Todas as vítimas tiveram ou tinham uma relação com o agressor, sendo os casos mais predominantes entre casais ou ex-casais.

Por mais que as previsões não queiram ser alarmistas, o certo é que já morreram 11 mulheres só entre janeiro e fevereiro de 2019. Isto é, em apenas dois meses morreu quase metade do número de vítimas ao longo do ano de 2018. O caso mais recente aconteceu no dia 18 de fevereiro com uma mulher de 53 anos a ser morta pelo ex-companheiro na Golegã.

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