A minha coluna

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A PLATAFORMA… FOI-SE!

A entrada em vigor do regime de proteção de dados imposto pela Europa contribuiu, pelo menos, para a limpeza das caixas de correio eletrónico que cada vez mais estavam a ser invadidas por correio indesejado e obrigou as instituições a obterem prévia autorização dos destinatários para correio publicitário. Tal sucedeu também nos serviços municipais que criaram um mecanismo para centralizar o envio das mensagens de promoção dos diversos departamentos, designadamente dos departamentos culturais como a Casa das Artes, Biblioteca, Museus etc. E os munícipes interessados tiveram que autorizar, como refere a legislação, que esse serviço de distribuição de informação – vulgarmente designado nas organizações como “plataforma” – continuasse a enviar-lhe a informação relevante formalizando a respetiva inscrição nesse serviço. Era suposto, pois, que a partir de então recebêssemos notícias do Município sobre os eventos culturais previstos como até então recebíamos dos diversos departamentos. Interessado em saber o que se passa (embora possa não parecer…)  inscrevi-me. No primeiro mês ainda recebi duas notificações. E isto no longínquo 2018. Mas nos meses mais recentes, NADA! Nunca mais este humilde consumidor menor de atividades culturais, bem como alguns outros com quem tenho abordado o assunto, teve direito a saber com antecipação o que se previa fazer por cada serviço cultural. Tenho, aliás, justificada dúvida se o facto de me ter inscrito apenas através de um link que recebi de um dos referidos organismos me inscreveu automaticamente para receber informação de todos os outros. É, aliás, uma área em que os responsáveis pela comunicação do Município deveriam investir mais fortemente em termos de divulgação para que qualquer cidadão saiba como se inscrever para receber as notícias do que os diversos organismos vão disponibilizar ao público, tal como a oferta cultural. Que, sublinhe-se, tem sido substancial. A manter-se a situação assim faz-me lembrar  um amigo já desaparecido que nesta situação diria: “isto deixa-nos tristes…”. Ao que eu lhe perguntava sempre. “Deixa-nos? A quem?”. E a resposta era sempre a mesma: “A mim, à minha prima, ao meio-cabelo…”. Pois neste caso é a muito mais gente que a situação começa a levantar questões. É muito mais do que ao “meio-cabelo”. É à cabeleira toda… E o curioso é que ninguém resolve…

Balha-me Deus 

SIM, NIM e NÃO

 Tenho-me esquecido de falar da greve cirúrgica às cirurgias (?) dos enfermeiros. Mas esse esquecimento nada tem a ver com a atitude do Presidente da República que bem ao seu jeito “NIM” está à espera da decisão do Tribunal para depois dizer que SIM ou NÃO (conforme o que decidir o Tribunal) para depois também dizer à outra parte NÃO ou SIM pelas razões anteriores. No meu caso tem sido até mais falta de oportunidade do que outra coisa. Os enfermeiros queriam ter um horário de 35 horas? Pois já o têm. Eu e a maioria dos portugueses não. E queriam esse horário não necessariamente para descansar tendo em conta o fatigante trabalho que desenvolvem numa profissão que todos percebemos ser de desgaste rápido… Aliás, quem circular pelos hospitais públicos e centros de saúde apercebe-se logo da intensidade imensa do seu trabalho. Mas também há quem diga que queriam mais tempo para fazer uma perninha nos privados…. Seja como for, o Governo deu-lhes as 35 horas. Quiseram ser equiparados a senhores doutores (como se isso fosse muito importante…) e já o são. Senhores licenciados. Agora, com a nossa licença, querem um aumento de 400 euros (não será para todos, mas…) e a reforma aos 57 anos. A maior parte dos portugueses também queria isso tudo e alguns até já quase fazem greve de fome forçada. Sem televisões por perto… Mas tudo isto me fez lembrar os mineiros que estão a reivindicar que lhes deem a reforma aos 60 anos. Esses sim. Esses têm uma profissão de desgaste rápido, trabalham no miolo da Terra, sofrem de maleitas terríveis e devem trabalhar mais algumas horas que os enfermeiros. Enfermeiros que escolheram a profissão e sabiam para o que iam. E que, sem prejuízo das suas naturais reivindicações (naturais e não extra-naturais…)  se não estiverem bem têm sempre a alternativa dos serviços privados que lhes devem pagar melhor e onde deverão trabalhar menos. O que de certeza não acontece com os mineiros…

Balha-me Deus

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