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A Assembleia Geral Ordinária do Núcleo de Treinadores de Futebol de Aveiro, realizada no passado dia 22 de fevereiro, poderá ter sido uma das mais importantes dos últimos tempos. Na reunião, onde foram aprovados por unanimidade o Relatório e Contas de 2018 e o Plano de Atividades e Orçamento Geral para 2019, todos os membros dos órgãos sociais do Núcleo apresentaram, de forma responsável e solidária, o requerimento de suspensão do mandato. A tomada de posição é resultado de uma “situação irregular” que há muito o Núcleo aveirense procura ver solucionada pela Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF) e que passa por dotar as diversas delegações das condições necessárias para regularizar o seu regime fiscal. “Após a leitura da ata da sessão anterior e da análise do relato cronológico de todas a diligências, apelos e posições tomadas em vão, junto da direção da ANTF, ficou demonstrado que esta não tem vontade, nem interesse em resolver a situação irregular em que os Núcleos se encontram a funcionar, apesar de ser uma promessa consagrada no programa eleitoral sufragado no congresso realizado em Coimbra, em 2016”, explica Manuel Sousa, presidente da delegação aveirense, garantindo que o processo irá ser enviado para o presidente da Assembleia Geral da ANTF para interceder, no âmbito das suas competências estatutárias, no sentido de resolver a situação. “Sinceramente, sentimo-nos muito tristes pela situação que estamos a viver, de sermos obrigados, contra a nossa vontade, a tomar uma posição drástica para salvaguardar a nossa ‘pele. Por isso, ninguém nos pode levar a mal”, explica o dirigente, recordando que o Núcleo de Aveiro “é um dos mais fortes e dinâmicos entre os seus congéneres da ANTF”. “São 22 anos de um rico historial de atividade ininterrupta, ao longo dos quais, entre outros valiosos serviços prestados à classe, reconheceu os méritos e homenageou treinadores aveirenses que são verdadeiros emblemas da classe”, explica Manuel Sousa, que levanta as questões: “Por que razão a ANTF não regulariza a situação dos Núcleos? A quem interessa que os dirigentes dos Núcleos estejam à mercê das consequências por violarem involuntariamente as leis de um estado de direito?”

Face a esta tomada de posição, e apesar do Plano de Atividades e Orçamento Geral para 2019 ter sido aprovado por unanimidade, o dirigente sublinha que o mesmo só será colocado em prática se ANTF resolver situação em que os Núcleos se encontram.

A reunião terminou com 30 minutos dedicados à discussão de assuntos relevantes e de interesse para a classe, com Manuel Sousa e António Cardoso, presidente da Direção e da Mesa da Assembleia Geral do Núcleo de Aveiro, a prestarem alguns esclarecimentos sobre a proposta de alteração à Lei n.º 40/2012, que estabelece o regime de acesso e exercício da atividade de treinador de desporto, bem como as alterações previstas à Portaria 326/2013 que preconizam a redução dos períodos de comprovação da formação contínua.

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