Sob a gestão da Misericórdia de S. João da Madeira

 Fez um ano na última sexta-feira, 1 de março, que o Complexo Social de Fajões, está sob alçada da Santa Casa da Misericórdia (SCM) de S. João da Madeira.

Recorde-se que – tal como o labor noticiou oportunamente – a SCM, após um processo a que não faltaram “várias peripécias quase rocambolescas”, adquiriu o na altura Centro Social Dr.ª Leonilda Aurora da Silva Matos, hoje Complexo Social de Fajões, por 1,2 milhões de euros, “aceitando ainda todos os trabalhadores e mantendo em funcionamento todas as respostas sociais”. Uma compra que, note-se, evitou o encerramento do centro social fajonense e a ida para o desemprego de dezenas de funcionários.

GN

 Volvidos 12 meses, “o principal está feito”

Em declarações ao labor, fonte da instituição referiu-se a 2018 como “um ano muito exigente na adequação das respostas sociais, quer no investimento que exigiram, quer no ajustamento dos procedimentos operacionais”. Ao longo do ano passado, a Misericórdia sanjoanense teve de “adquirir equipamentos para cozinha e lavandaria, recuperar veículos, intervir sobre o edificado, obter licenças, adequar quadros de pessoal, entre diversas outras ações”.

E ainda hoje se depara com “questões relativas às especificidades locais como a dificuldade de recrutamento de pessoas para trabalhar ou ligadas a limitações de infraestruturas físicas como saneamento, água municipalizada ou fibra ótica”. Dificuldades, digamos assim, às quais se junta “a necessidade de continuar a investir na reabilitação física dos imóveis”.

De qualquer modo, neste momento, e não obstante o Centro de Atividades Ocupacionais (CAO) do Lar Residencial do Pisão ser “o projeto que urge concluir”, “o principal está feito”, estando “garantida a continuação de um complexo social relevante na freguesia de Fajões” que assegura seis respostas sociais: Creche, Pré-escolar, Lar de Idosos, Centro de Dia, Serviço de Apoio Domiciliários e Lar Residencial para pessoas portadoras de deficiência.

Reduzida procura da Creche e da Pré “mantém-se uma preocupação”

A reduzida procura das respostas sociais infantojuvenis “mantém-se uma preocupação”. Na Creche, de acordo com a fonte ligada ao Complexo Social de Fajões com quem o nosso jornal chegou à fala, “sente-se uma ligeira melhoria da procura”, havendo cerca de 23 utentes. No entanto, este número está “muito aquém da capacidade” da valência (60 crianças).

Já no Ensino Pré-escolar, “o comportamento foi inverso”, uma vez que “a frequência baixou, embora também residualmente, em três utentes”.

 CAO “provisório” em instalação já licenciada

Por falar em preocupações, o Centro de Atividades Ocupacionais do Lar Residencial do Pisão continua, à semelhança do que acontecia em junho 2018 quando o labor abordou pela primeira vez o assunto, a preocupar a Santa Casa. A sua “abertura”, segundo fonte do complexo fajonense, “é indispensável para o correto funcionamento do Lar Residencial e para que os utentes deste possam potenciar as suas competências”.

E, por isso, já foi apresentada uma candidatura ao Programa de Celebração ou Alargamento de Acordos de Cooperação para o Desenvolvimento de Respostas Sociais (PROCOOP), para 30 utentes. Mas atenção que a SCM não se quedou por aqui: enquanto não há dinheiro para concluir o CAO, que “está em betão”, “foi licenciada uma instalação [no ‘edifício mãe´ do complexo, situado no lugar de Souto da Costa, onde funcionam as respostas infantojuvenis] para receber a resposta social”.

Esta será uma solução provisória “até que se agreguem recursos para completar acabar o investimento iniciado no [lugar do] Pisão”.

 

GN

 Misericórdia em sintonia com a câmara oliveirense

Depois de ter recebido no Lar Residencial do Pisão o presidente Joaquim Jorge e o vereador da Ação Social Rui Cabral, aquando da inauguração do equipamento social em junho do ano transato, a Misericórdia já apresentou à Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis “o projeto de instalação provisória [do CAO], que foi rapidamente deferido” e “também apresentámos à Rede Social de Oliveira de Azeméis o reforço do Serviço de Apoio Domiciliário e o próprio projeto do CAO”, tendo merecido ambos “aprovação”. “Ou seja, os contactos com a edilidade oliveirense têm-se pautado por uma grande dignidade”, como fez questão de sublinhar a fonte com quem o labor falou.

 

Complexo Social de Fajões em números

 

equipamentos sociais

respostas sociais: Creche, Ensino Pré-escolar, Lar Residencial, Lar de Idosos, Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário

– cerca de 160 utentes, dos quais perto de 100 são idosos e 24 são pessoas portadoras de deficiência.

60 trabalhadores, dos quais metade está alocada exclusivamente às respostas sociais da terceira idade

GN

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