Reformulação da imagem integra-se num plano em marcha desde 2017 integrado na redefinição da identidade global do projeto

Originalmente fundado, em 2013, com o nome de Núcleo de Arte da Oliva, designação mantida até 2018, este equipamento cultural municipal de S. João da Madeira é agora o Centro de Arte Oliva (CAO), tendo sido já apresentado como tal ontem, aquando da apresentação da sua programação para 2019. Segundo esclareceu, na ocasião,  a diretora Andreia Magalhães, “‘Centro de Arte’ comunica melhor este projeto”.

2019 será, assim, “o ano da afirmação da sua nova identidade”, afirmou, desta feita, Jorge Sequeira, assegurando que “a nova imagem do Centro de Arte Oliva vai seduzir todos”. Uma “nova imagem” que é da autoria do estúdio de design R2, criado por Lizá Ramalho e Artur Ramalho, que trabalharam “com o Centro de Arte neste processo de reformulação”  e que vão ser os curadores da primeira exposição de design do CAO – “Fabrico Suspenso: R2”, com inauguração prevista para 27 de setembro próximo.  

Mas já amanhã, dia 15, pelas 19h00, o CAO inaugura a exposição “Contra a Abstracção” organizada a partir das obras de arte da Coleção da Caixa Geral de Depósitos (CGD). Patente ao público até 2 de junho, “Contra a Abstracção” conta com a curadoria de Sandra Vieira Jürgens e estrutura-se em torno de um dos principais conceitos do discurso comum da História da Arte: o abstrato. É composta por cerca de 60 obras de arte de 40 autores, como informou a curadoria presente na conferencia de imprensa desta última quarta-feira. 

Museus recebem quatro exposições de designers-artistas internacionais

Dando continuidade ao seu ciclo expositivo “Criar entre Mundos. Da Cabeça aos Pés”, o Museu da Chapelaria e o Museu do Calçado recebem, este ano, quatro exposições de designers-artistas internacionais  – todas elas estreias em Portugal.  

São  estas as “quatro grandes propostas de 2019” dos dois museus da cidade, como disse a diretora Joana Galhano aos jornalistas.  Mas já antes o presidente da autarquia havia se referido a estas “exposições temporárias verdadeiramente magníficas”. De acordo com Jorge Sequeira, com a vinda destes “criadores de ponta à nossa terra”, trazidos pelos museus, “a cabeça e os pés de todo o mundo passam por S. João da Madeira.

As inaugurações de “Narrativas Visuais em Araceli Sancho”, da designer de chapéus espanhola Araceli Sancho, e “Kei Kagami. Sem Limites”, do designer de calçado japonês Kei Kagami, estão já agendadas para 18 de maio, Dia Internacional dos Museus. 

Quanto às outras duas – “Marianne Jongkind. 50 Chapéus de Alta-Costura” e “Costa Magarakis. (Im)Possibilidades”, respetivamente, da mestre chapeleira holandesa Marianne Jongkind e do artista plástico grego Costa Magarakis – vão ser inauguradas a 11 de outubro, dia do aniversário da Emancipação Concelhia de S. João da Madeira. 

Ainda a propósito destas quatro mostras, é de salientar que o Museu da Chapelaria e o Museu do Calçado vão promover masterclasses e mesas redondas, contando com a participação dos próprios designers-artistas. 

Nota ainda para outras iniciativas promovidas pelos espaços museológicos da cidade previstas para este ano como visitas e oficinas pedagógicas temáticas, workshops, visitas guiadas, etc., que o labor noticiará oportunamente. O mesmo acontecerá com as ações levadas a cabo pelo “novo” Centro de Arte Oliva. 

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