A minha coluna

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O “CÓNEGO” OSIRIS

 Pode ser uma questão geracional ou mesmo a minha reconhecida falta de gosto musical. As coisas são como são e, como dizia o outro, gostos não se discutem. O que é certo é que a maioria dos que telefonaram deu ao “cónego” Osíris o direito a representar o meu País num festival da canção para dizer que perdeu o telemóvel. Acontece a muita gente perder o telemóvel. Mas ninguém antes do “cónego” tinha pensado em dar essa notícia com música e de meia máscara dourada, acompanhado de um rapazinho de branco a dar pinotes. E chamo-lhe “cónego” porque, se arriscasse escrever o nome do sujeito tal qual, poderia sair uma gralha e o resultado, além de não ser bonito, ainda me dava o direito a ter um processo em tribunal por dizer asneiras em público. E logo asneiras relacionadas com a “desigualdade de género”. Mas vamos ao que interessa. Um dos meus ídolos de juventude que deu voz aos Pink Floyd, o Roger Waters, terá escrito ao “cónego” pedindo-lhe para não ir a Israel cantar (?) castigando, com essa ausência, a política daquele país relativamente aos Palestinianos. Fiquei incrédulo. O Roger Waters quer evitar que o Osíris cante (?) em Israel? Para castigar os israelitas? Então não era muito melhor obrigá-los a ouvir o “cónego” a cantar? Isso não seria um castigo muito maior?

Balha-me Deus!

TRANSPARÊNCIA TRANSPARENTE ?

O nosso Município já tem uma plataforma digital para tornar a gestão municipal mais transparente. Quer dizer: um local na internet onde é previsível que surjam informações relevantes para que os cidadãos percebam, com transparência maximizada, as decisões da autarquia e, muito em especial, o destino do bem comum que é, no fundo, o dinheiro que se utiliza anualmente na gestão municipal. Poucos saberão, por exemplo, qual a percentagem e/ou o montante dos recursos financeiros municipais que se destina a pagar compromissos permanentes (salários, por exemplo) e quais os setores a quem se destina todo o resto do “bolo” disponível. Obras públicas? Manutenção? Segurança? Apoios sociais? Cultura? Desporto? E por aí além. Foi uma boa decisão. Direi mesmo que foi uma decisão excelente porque não há melhor forma de evitar as “feiqueneuz” do que explicar claramente os dados da gestão municipal. Espera-se, pois, que um destes dias sejam nesse sítio plasmados, entre outros, os custos com cada um dos equipamentos municipais, com as atividades desenvolvidas para os munícipes, com a assistência social e por aí adiante. Será a melhor forma de anular ou eliminar os rumores que há anos circulam sobre os montantes (ou a percentagem dos recursos municipais) envolvidos na manutenção de determinados equipamentos pomposamente criados em anteriores mandatos. Tempos em que nunca foi possível obter da câmara informação concreta sobre quanto custavam ao erário municipal. Parece que agora, com esta iniciativa que se aplaude, a “agulha” da informação estará a virar.  É que, se assim não for, haverá sempre alguém que lhes enviará um Balha-me Deus!

OS NETINHOS DO MOURA

Nas últimas semanas foi tema recorrente. Um juiz ia (ou vai) acionar judicialmente todos os que, na forma pública e não só tentada, o terão apoucado pelas argumentações bíblicas e outras com que terá fundamentado certas polémicas decisões. É um direito que, vistas as coisas pelo lado do juiz, é compreensível. Ninguém gosta de ser apoucado na praça pública, por muito justificado que seja esse apoucamento no entender de quem o apouca. Mas esse direito que ao juiz assiste (por mais que nos repugne o que decide) certamente que é mais justificado do que o que acontece muitas vezes com alguns “netinhos do Moura” que tentam matar os mensageiros (jornais) quando não gostam das mensagens (textos). Na Idade Média chegava o homenzinho no seu cavalo depois de andar uns 10 dias a trote e a galope, entregava ao lacaio do dono do castelo o rolo de papel com a mensagem, o senhor li-a e, se não gostasse do conteúdo o mensageiro é que pagava as favas. Só que hoje não é tanto assim. Às vezes até dá mais trabalho. Têm que contratar um advogado que, com argumentação de dezenas de páginas cheias de linguagem indecifrável para o comum dos mortais faz queixa aos colegas do Moura. E nem sempre fica fácil “matar” o mensageiro. Por muito que os netinhos do Moura o quisessem. Além do mais essa coisa da mensagem e do mensageiro não vem na Bíblia. Acho…

Balha-me Deus!

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