Ai os cães!!! Ai os donos dos cães!!!

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Não se pode dizer que é excessivo pensar que um dos mitos da infância que é hoje gente crescida urbana, umas das ligações à natureza que tem quem nasceu, cresceu e se fez gente na cidade de S. João Da Madeira, é também uma verdadeira ameaça à saúde de quem cá vive: passear com os cães é nos dias de hoje um programa aliciante, um ritual que atravessa famílias, uma atividade que encanta amigos, conhecidos, até desconhecidos vejam lá, pois o cão pode bem ser o seu, mais incorporado lá do bairro e arredores.

Se para uns dá para pacificar a solidão, para outros é o espetáculo que os move nos locais escolhidos, espaços verdes e passeios, locais públicos frequentados por todos, em que a consciência de alguns donos fica dentro do armário lá de casa, ao não limparem o “seu cocó”, “peço desculpa” o cocó que o seu cão larga, suja e polui o ambiente, tornando-o doentio.

É certo, e não há como o desmentir, que há e tem-se verificado nos últimos tempos um forte “desleixo” por parte de alguns residentes da nossa cidade, relativamente à não recolha dos dejetos deixados pelos animais quando são trazidos à rua.

Também é certo que, e constata-se no dia a dia, que quem advertir o presumível dono por causa dos dejetos “que é seu”, do seu animal, recebe como resposta: aonde esta o problema? O que é que tem haver com isso? O cão é meu, sou responsável. O problema é mesmo esse não sendo (responsável), também não há fiscalização rígida, aliás, nem rígida, nem fiscalização alguma. Simplesmente, não existe e a câmara municipal tem essa responsabilidade de punir os donos dos animais por algo perverso.

Sabendo-se que quem não limpar os seus dejetos, “mais uma vez peço desculpa”, do seu animal sujeita-se (caso houvesse fiscalização) a coimas que vão de 30 a 300 euros, de acordo com o Regulamento de Resíduos e Limpeza de S. João da Madeira.

Bem que a receita daria para instalar dispensadores de sacos para recolha de cocó em vários pontos da cidade, em particular no centro, que é onde há mais concentração de cães, logo estão os dejectos mais espalhados.

São muitos os sanjoanenses a reparar e a lamentar-se pelo simples facto de não haver fiscalização adequada para o efeito.

A câmara deveria lançar uma forte sensibilização apelando ao civismo, aos donos dos cães, para um ambiente mais saudável da sua própria cidade.

 

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