A exposição “Contra a Abstração”, com obras da Coleção da Caixa Geral de Depósitos (CGD) – Culturgest e com curadoria de Sandra Vieira Jürgens, pode ser visitada desde o dia 15 de março e até ao dia 2 de junho no Centro de Arte Oliva.

Para a diretora Andreia Magalhães, esta foi a “melhor forma” de começar a programação deste ano com “Contra a Abstração” da CGD a ser a primeira exposição a ser inaugurada neste espaço cultural que apresentou dias antes a sua nova imagem e o seu novo nome (antes Núcleo de Arte da Oliva e agora Centro de Arte Oliva). E as novidades não ficaram por aqui com a oferta de um saco personalizado deste espaço cultural, com a sua primeira newsletter lá dentro, a todos os presentes na inauguração da exposição.

O sentimento era de “orgulho” por todos estes acontecimentos vividos ao longo da semana passada no e pelo Centro de Arte Oliva, demonstrou Andreia Magalhães.

O processo de transformação do nome e da imagem deste espaço cultural único na região aconteceu ao longo do ano de 2018 com a contratação da R2 que é constituída por “uma equipa de designers altamente conceituados. Fomos procurar os melhores para termos uma melhor identidade visual”, relembrou o presidente da câmara, Jorge Sequeira, estando convicto de que com a nova imagem e o novo nome, o Centro de Arte Oliva vai ter “um melhor posicionamento e reconhecimento”. A transformação deste espaço cultural “vai explodir dentro de dias no novo site”, adiantou o autarca.

A exposição “Contra a Abstração”, com obras da CGD e com curadoria de Sandra Vieira Jürgens, é “um acontecimento de relevo não só em S. João da Madeira, mas também no país”, destacou Jorge Sequeira.

A partir do momento em a Culturgest passou a gerir a coleção da CGD, ficou estabelecido “desde o início um objetivo muito importante de apresentar as obras desta coleção em todo o país”, revelou Mark Deputter, programador e administrador da Culturgest, demonstrando que estar a fazê-lo “num sítio como este (Centro de Arte Oliva) é uma prenda maravilhosa”.

Ao longo da construção desta exposição, a curadora Sandra Vieira Jürgens enfrentou o “desafio” de “trabalhar com artistas com formas e práticas diferentes” de abstração.

A exposição estrutura-se em torno de um dos principais conceitos do discurso comum da História da Arte: o abstrato, contrariando uma conceção homogénea e uniforme do conceito ao reunir no Centro de Arte Oliva expressões múltiplas e heterogéneas desta linguagem, que permitem falar da existência de diferentes ‘abstrações’.

“O ecletismo assume-se enquanto espaço de liberdade, riqueza, complexidade e respeito por diferentes trajetórias artísticas. Focada nos seus múltiplos modelos (por vezes contraditórios), apresenta referências fundamentais do abstracionismo geométrico, de raiz europeia, mas também um núcleo de trabalhos de artistas que estimularam a fusão de estéticas e de culturas, demonstrando que a abstração, mesmo (ou sobretudo) a geométrica, foi sempre um espaço de partilha de conhecimento e experiência com diferentes culturas e em diversos contextos e períodos”, segundo a curadora em comunicado enviado pelo Centro de Arte Oliva.

“Contra a Abstração”, “procurando representar a realidade plural das expressões artísticas do Modernismo”, “sublinha o testemunho das expressões e geografias ‘ausentes’ da história e o interesse pelas manifestações identitárias da cultura popular, bem como as características lúdicas, funcionais, coletivas e comunitárias da arte”, lê-se no mesmo documento.

A exposiçãopode ser visitada de terça-feira a domingo, das 10h30 às 18h00, e os bilhetes têm o custo único de dois euros.

Sabia que…

A coleção de obras de arte da Caixa Geral de Depósitos (CGD) inicia-se em 1983, com as aquisições decorrentes de um conjunto de orientações da sua administração. Passada uma década, após uma análise ao acervo até aí reunido, bem como às diversas coleções de arte públicas e institucionais existentes em Portugal, passam a privilegiar-se, de entre outros critérios, a produção artística posterior à década de 1980, sem deixar de se manter uma atenção pela oportunidade de inclusão de obras anteriores, de artistas cuja consagração tenha ocorrido nos anos 60 ou 70.

A partir de 2000, a gestão da coleção passa para a Culturgest e o âmbito colecionista integra um sentido mais vasto da expressão da lusofonia: para além da arte portuguesa, passa a dar-se uma atenção especial à arte contemporânea produzida no Brasil, Moçambique, Angola e Cabo Verde.

Neste âmbito, a Culturgest é responsável pela gestão, divulgação e conservação das cerca de 1800 obras de arte da Coleção da CGD, incluindo pintura, escultura, desenho, fotografia, vídeo, instalação e gravura.

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