O Centro de Arte Oliva tem em depósito a Coleção Treger/Saint Silvestre e emprestou uma das obras de Henry Darger, considerada uma das mais valiosas obras de Arte Bruta, à Casa das Histórias Paula Rego.

A artista portuguesa tinha “uma especial admiração por este artista e declinou em várias pinturas as heroínas de Darger, as Vívian Girls”, deram a conhecer os colecionadores Richard Treger e António Saint Silvestre ao labor.

Henry Darger é um dos autores mais estudados e um dos clássicos da Arte Bruta. Uma arte que é feita maioritariamente por pessoas que estiveram institucionalizadas em hospitais psiquiátricos, o que não impediu o reconhecimento do seu valor artístico internacionalmente.

Este autor teve uma história de vida difícil marcada pelos abusos sexuais que sofreu durante a infância. Ele tem uma série de trabalhos com uma carga muito forte de dor e sofrimento. Estes trabalhos são chamadas de atenção que só fazem sentido quando vemos os dois lados da peça. Os senhores com uniformes representam as pessoas que tomavam conta dele e dos outros meninos e os corpos todos dilacerados e a criança crucificada representam o período em que o autor esteve no orfanato.

O outro lado da peça apresenta um lado mais positivo e um mundo ideal onde as crianças estão a brincar em liberdade sem qualquer tipo de pressão ou abuso. Em Arte Bruta é muito difícil separar a história do próprio autor da história da obra.

 

 

 

 

 

 

 

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