O Senhor Diretor

Editorial

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Na próxima edição o labor comemorará 31 anos de vida.

E a edição comemorativa dessa data será mais uma em que estarei completamente liberto da responsabilidade de a dirigir, tal como tem acontecido nos anos mais recentes com as edições “de aniversário”.

Depois de ter sido honrado com a colaboração de Luís Cardeiro (2015), de Pedro Ventura (2016), de Susana Silva (2017) e dos quatro diretores de abril em 2018 (Rita Mendes, João Almeida, Susana Lamas e João Carlos Silva), a escolha para 2019 constitui – e os anteriores perdoar-me-ão a expressão – uma honra suprema porque o nosso amigo (nosso, de todos) Dr.FLORES SANTOS LEITE aceitou dirigir a edição da próxima semana.

Não vou procurar palavras para adjetivar a apresentação do Dr. Flores. Sei que não é necessário. Basta dizer: Dr.Flores. Com a simplicidade com que a minha Mãe se lhe referia quando tinha de” ir ao médico” ou mo referiram na Sanjoanense, há quase 50 anos, no dia em que me disseram: “Tens de ir ao Centro de Medicina Desportiva fazer o exame médico para poderes ser atleta federado”. Nessa altura o CMD funcionava no seu consultório que era já onde (e como) hoje ainda é. Há uns dois anos reentrei no mesmo consultório pela mesma porta, encontrei na sala de espera a mesma mobília, reencontrei o mesmo cabide em ferro forjado com a “prateleira” para colocar o chapéu – coisa que não se encontra já em lado nenhum – e nem precisei de abrir a porta porque do corredor vi o Dr.Flores à mesma secretária que conheci na primeira visita “desportiva”. Secretária cujas gavetas são agora o “disco duro” do seu “dr.google” – centenas de fichas manuscritas e com informação sobre os mais diversos assuntos. A mesma “marquesa” lá continua e o armário de metal branco com portas de vidro é também o mesmo. Está tudo igual. É tudo “o mesmo”. Um consultório aberto a quem do seu conselho ainda precise e que durante estes dias já está a ser ponto de encontro com as jornalistas do labor. A edição está já a ser preparada a partir dali.

Quando informalmente, mas preparado para uma compreensível recusa, lhe dirigi o desafio o Dr.Flores sorriu, olhou-me nos olhos e disse: “Diretor?Mas para falar de quê?” – Do que quiser, respondi! E ele: “Então vamos a isso!” Pronto. Simples e direto. Como ele bem sabe ser.

É também por momentos assim que estes anos de labor têm valido a pena.

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