A minha coluna

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MADRE TERESA DE DOWNING STREET

 Ora bem. Então o que é que se passa com o Brexit? Pelo que percebi a maioria dos deputados ingleses não aprovou o acordo da Teresa mas outra maioria dos mesmos deputados também disse que não podiam sair da Europa sem um acordo muito embora alguns dos que não aprovaram o acordo da Teresa tenham dito que o melhor era sair sem acordo. Não foram tantos como os que disseram não ao não-acordo e não ao acordo da Teresa. Só que têm um acordo próprio que é não ter um acordo de que necessitam para sair da Europa com um acordo, o que começa a ser um problema porque se não querem sair sem acordo mas não aprovam o acordo da Teresa nem conseguem estar de acordo com um acordo diferente do da Teresa estão a criar um problema porque um não acordo é mais ou menos como um acordo que está tratado como se fosse um acordo e as pessoas que querem o acordo não podem negociar um acordo com base num não acordo. Ou podem? Eu acho que a Teresa já não é May! É mais Madre…

Balha-me Deus!

O CHERNE DA QUESTÃO

 À falta de ideias, ainda que pequenas, para se discutirem num período eleitoral para o Parlamento Europeu, ou para as eleições que vêm a seguir, Paulo Rangel, eurodeputado sem obra há 11 anos mas em grande parte desse período de tempo conceituado advogado remunerado de um também muito conceituado escritório ibérico de advogados resolveu levantar a questão da ética no Governo. É claro que se trata de um tema pertinente há mais de 40 anos (quarenta…). Mas agora deu um jeito do caraças exatamente pela tal falta de ideias. E se é uma questão discutível num tempo em que há uma excessiva tendência populista para auditar, julgar e condenar na praça pública – todos são juízes no feissebuque, por exemplo… –   – também me permito ter a opinião de relegar essa questão para um plano secundário porque o que me interessa mesmo é que um Governo – este ou outro – ou uma autarquia, seja com que composição for, GOVERNE BEM. E isso significa fazê-lo em benefício dos cidadãos. Já se chegou ao cúmulo, pasme-se, de criticar um Governo até por ter nos gabinetes gente de confiança dos titulares, do mesmo partido. A sério? Então um governante ou um autarca deveriam contratar para o assessorar, para os seus gabinetes, pessoas que não conhecem ou, melhor, elementos de outros partidos? Já estou a imaginar António Costa com Rui Rio como chefe de gabinete ou Assunção Cristas a secretária. Ou Jorge Sequeira a ter Paulo Cavaleiro ou Fátima Roldão como chefe de gabinete ou assessora de confiança política. Aliás era assim no passado, certo? Passos Coelho teve o Tozé Seguro como chefe de gabinete? E Cavaco? Teve Jerónimo de Sousa como assessor? Seria bonito – perguntarão vocês? Seria, acho eu. Seria, mas….

Balha-me Deus!

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