É já no próximo sábado, 13 de abril, pelas 15h00, que vai ser inaugurado o mural da autoria do jovem espanhol junto ao campo de lazer da Cooperativa 11 de Outubro – uma obra que, segundo o Município, “valorizará” aquela zona de S. João da Madeira (SJM).

Chegados na passada terça-feira à “cidade dos chapéus”, Andrés Lozano e Tatiana Boyko formam a “dupla” que, durante estes dias, está a dar continuidade ao Circuito de Arte Urbana iniciado no ano passado por Mariana, a Miserável e que consta da programação do Hat Weekend 2019 que decorre em SJM de 19 a 21 de julho. Este projeto, comissariado pelo Canal 180 e subordinado ao tema “S. João da Madeira, cidade dos chapéus”, prevê a criação de um conjunto de peças que reinterpretam a herança chapeleira da região.

Na tarde do passado dia 9, os dois artistas estiveram com “sanjoanenses de gema”, moradores dos blocos habitacionais da Cooperativa 11 de Outubro, inclusive com o presidente da dita cooperativa, José Manuel, convidando-os a partilharem as memórias, as histórias e os olhares sobre SJM, que se destaca das demais cidades do país pelas suas indústrias da chapelaria e do calçado. Já para não falar na Viarco, a única fábrica de produção de lápis na Península Ibérica.

O labor quer crer, portanto, que a esta instalação de Andrés Lozano, que medirá cerca de 14 metros de largura e quatro metros de altura, não vão faltar chaminés industriais, chapéus, sapatos, lápis, etc., assim como muita cor. Aliás, o ilustrador madrileno garantiu à comunicação social que “vou usar e abusar das cores”.

Circuito de Arte Urbana integrará mais três obras

Além deste, há mais três sítios de SJM que vão ser intervencionados no âmbito do Circuito de Arte Urbana (cinco no total) até à altura do Hat Weekend. Mas, para já, a câmara municipal prefere mantê-los “no segredo dos deuses”, bem como os artistas que se seguirão a André Lozanos.

Pelo menos, uma coisa é certa: tal como aconteceu agora, vai ser pedida a colaboração de associações, de instituições e até da classe chapeleira para que, de igual modo, “também possam contribuir com outras visões”, como explicou Joana Galhano, diretora do Museu da Chapelaria, à imprensa que assistiu à conversa entre Andrés Lozano e os populares.

Note-se que mal chegou a SJM, logo pela manhã, o artista visitou o Museu da Chapelaria e esteve a trocar impressões com os jovens do Centro de Acolhimento Temporário da Santa Casa da Misericórdia de S. João da Madeira, que lhe deram, precisamente, a sua visão do passado, do presente e do futuro de SJM.

É a primeira vez que André Lozanos vem a SJM.E está a participar no Circuito de Arte Urbano, integrado no Hat Weekend, por intermédio do Canal 180, à semelhança de uma outra experiência do género que teve em Abrantes, também através deste canal português de cultura. Do nosso país, tirando, então, Abrantes e, agora, SJM, também conhece Lisboa e Porto, que visitou em tempos.

Festival do Chapéu está de volta e traz o mágico Mário Daniel à cidade

Entre outros grandes nomes

O Hat Weekend está de volta a S. João da Madeira (SJM) de 19 a 21 de julho e promete deixar rendidos miúdos e graúdos. A celebração do chapéu enquanto elemento identitário e cultural de SJMe das suas tradições está garantida na terceira edição deste festival de rua organizado pela câmara, em parceria com o Museu da Chapelaria e com o apoio do programa Norte2020.

Durante três dias vão ser dezenas as propostas artísticas que, da música à performance ou das artes visuais ao ilusionismo, atualizam a história daquele que é o símbolo máximo de SJM. Entre estas, conforme adianta a autarquia em nota de imprensa enviada ao labor, estão já confirmadas as presenças do ilusionista Mário Daniel, mais conhecido do grande público pelo programa Minutos Mágicos, emitido pela SIC, e do coletivo Kumpania Algazarra (brigada maior da música em formato fanfarra do panorama nacional), bem como o espetáculo de comunidade Lúmen – Uma História de Amor. Este último é uma produção de teatro da S.A. Marionetas – Teatro & Bonecos de Alcobaça que conta com personagens com cinco metros de altura que deambulam perto do património edificado contando histórias que se confundem com as locais

Mas ainda antes do Festival do Chapéu propriamente dito, a “capital dos chapéus” inaugura este sábado, 13 de abril, a instalação de Andrés Lozano junto ao campo de lazer da Cooperativa 11 de Outubro, que será a segunda obra a integrar o circuito de arte urbana iniciado no ano passado com a pintura de Mariana, a Miserável, no exterior do Museu da Chapelaria (ver texto página 8).
A programação total do evento será revelada ao longo dos próximos meses. Recorde-se que, tal como foi noticiado oportunamente pelo nosso jornal, tanto esta edição de 2019 como a do ano transato representam um “investimento” na ordem dos 376 mil euros, 80% dos quais comparticipados por fundos comunitários e os restantes 20% assumidos pela edilidade sanjoanense.

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