Um obrigado em forma poética ao jornal labor (de coração e cerebral)

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Um obrigado em forma poética ao jornal Labor (de coração e cerebral)

 

Um diretor por um dia! Boa tarde diretor!

Boa tarde meus amigos! Vamos então ao trabalho!

O trabalho estará feito, serei só deste labor

Não mais que um mero instrumento, neste seu outro atalho!

 

Algo mais que um diretor! Mais um amigo leal!

Alguém que anda no mundo, à espera que alguém lhe traga

Algo de novo da vida, um momento especial;

Dar azo à imaginação, subir na crista da vaga!

 

Convidado por um dia, num mundo de evolução;

Mensagem de quem navega nas águas da existência.

Que ora imerge, ora emerge das espumas da imersão,

Que saltam à sua roda, tendo disso consciência.

 

Convidado! Um desafio, algures em tempos idos,

Quando alguém me atribui 92 anos de vida,

Como “avis rara” do zoo, que são os anos vividos.

E já devia ter ido, p´la validade perdida…

 

Ao contrário do normal, já fui além do projeto,

Ultrapassando o previsto; serei talvez raridade!

Um dos muitos, eu diria, p´lo supremo arquiteto.

Ao pensar que qualquer ser ao nascer perdeu a idade!

 

O labor, como alguns outros, entendeu, muito agradeço,

Por em foco uma imagem, de alguém, que a eternidade

Aguarda ansiosamente, e por isso aqui lhes peço:

Sigam as regras normais de viver com a verdade.

 

Mensagens que lhes transmito neste mundo virtual;

Nunca esquecer as origens dadas pelos nossos avós;

Por muito que a ciência, a informática, o digital

Facilitem a nossa vida ao ponto de estarmos sós…

 

Sim! Este será o futuro, antevisto à distância;

Mostra os dentes bem tratados que alvejam de brancura,

Será outra a realidade, que faz esquecer a infância.

Dos bons tempos dos brinquedos – a única antiga aventura…

 

Atenção, tempos que correm. Tão velozes como a luz,

A humanidade a galgar as distâncias siderais;

Mas cuidado a quem cá anda “tem de viver sua cruz”

Há que sofrer como humano, não por regras virtuais,

 

Finalizo…

 

Obrigado a todos quantos viveram este projeto,

À atenção que dispensaram a este nómada etário.

Um abraço efusivo na Fénix sob o seu teto;

Ao labor um afável bravo, pelo vosso semanário.

 

O diretor convidado despede-se na preferência

Do Labor, onde ele um dia, foi sua efémera imagem;

Jamais esquecerei os amigos nesta nova experiência

Que levarei bem gravada, na minha última viagem…

 

Flores Santos Leite

 

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