Devido à greve dos motoristas de transportes de matérias perigosas, convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica, Portugal quase parou na semana passada.

Em S. João da Madeira, tal como no resto do país, houve uma verdadeira corrida ao combustível, formando-se filas de fazer perder a paciência a muitos condutores, em todos os postos de abastecimento. E em alguns destes chegou a haver mesmo falta de gasóleo.

O Governo chegou a declarar a “situação de alerta”, implementando medidas excecionais para garantir os abastecimentos. Além disso, também determinou a “declaração de reconhecimento de crise energética”, acautelando “de imediato níveis mínimos nos postos de abastecimento, de forma a garantir o abastecimento de serviços essenciais, designadamente para forças e serviços de segurança, assim como emergência médica, proteção e socorro”.

Partes interessadas reúnem-se dia 29 de abril

Tendo começado as 0h00 do passado dia 15 de abril, a greve terminou na manhã da quinta-feira seguinte, após reunião entre o Governo, a Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) e o SNMMP.

As partes concordaram em voltar a se sentar à mesa no próximo dia 29. Aliás, no protocolo assinado a 18 de abril, a ANTRAM e o SNMMP comprometem-se a negociar coletivamente um acordo até 31 de dezembro. Todo o processo será acompanhado pelo Governo e deverá “promover e dignificar a atividade de motorista de materiais perigosos”.

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