“Estamos a fazer o nosso trabalho persistente que envolve muito trabalho da camara e das instituições. Um trabalho feito com muito zelo, cuidado e atenção”, salientou Jorge Sequeira acerca dos casos de pessoas que vão buscar comida ao lixo

A intervenção de Paulo Barreira centrou-se na “inação social deste executivo”. O deputado da coligação PSD/CDS-PP mencionou questões como as cantinas sociais, cujo apoio dado às refeições por parte do Município associa à pressão colocada pela proposta apresentada pelas forças políticas que representa em reunião de câmara no ano passado, o Plano de Contingência para Pessoas Sem-Abrigo a que ninguém recorreu, o apartamento de automatização de pessoas sem-abrigo que continua sem integrar os primeiros moradores, a lista de espera de 203 pedidos para Habitação Social e que há pessoas a irem buscar restos alimentares aos caixotes do lixo.

Acerca desta última informação avançada por Dulce Santos, vereadora da coligação em substituição de Fátima Roldão na última reunião de câmara, Paulo Barreira quis saber o que é que tem sido feito pelo executivo neste sentido, depois do presidente Jorge Sequeira ter confirmado que tinha conhecimento deste tipo de situação, porque “continuo a ver pessoas a irem buscar comida ao lixo”.

“Se há domínio em que houve uma claríssima mudança de rumo foi na Ação Social”, afirmou Jorge Sequeira, mencionando inúmeras iniciativas levadas a cabo pelo seu executivo.

Em relação às que foram mencionadas por Paulo Barreira, o presidente esclareceu que o apartamento de automatização de pessoas sem-abrigo foi cedido pelo Município à Santa Casa da Misericórdia que será responsável pela gestão do mesmo. “Não sei se já lá estão pessoas. O nosso papel foi tomar a decisão política de entregar o apartamento para esse propósito”, disse Jorge Sequeira, relembrando que no seguimento da proposta da coligação o Município aprovou um “apoio direto à Santa Casa da Misericórdia e à ACAIS do pagamento de refeições alimentares depois de verem o número de refeições diminuído pelo Estado”.

Para os sem-abrigo “temos um plano de acompanhamento e de vigilância” e tanto a vereadora desta área, Paula Gaio, como o presidente reúnem “frequentemente” com os técnicos que acompanham as pessoas sinalizadas, assegurou o próprio Jorge Sequeira na Assembleia Municipal realizada no dia 29 de abril.

O presidente da câmara reiterou aquilo que disse na reunião de câmara depois do alerta de que haveria pessoas a recolherem restos alimentares colocados por alguns estabelecimentos comerciais nos caixotes do lixo. “Eu disse que já tinha visto (pessoas a terem essa ação) porque é verdade. Não vou mascarar a realidade”, assumiu Jorge Sequeira, com a ressalva de que isto não significa o “fracasso da política social”.

O presidente da câmara esclareceu que “muitos dos casos resultam de patologias”, mas independentemente das razões que levam as pessoas a tomarem esta ação, “nós estamos a acompanhar a situação”. “Nós estamos a fazer o nosso trabalho persistente que envolve muito trabalho da câmara e das instituições. Um trabalho feito com muito zelo, cuidado e atenção”, salientou Jorge Sequeira.

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