Terceira Idade da Vida Humana

Velhice

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Felizes e bem felizes os jovens que se tornarão velhos, pois terão vida longa. A velhice é, sem dúvida alguma, uma fase em que somamos a experiência e a cultura ao velho momento do nosso corpo, de forças ou mesmo desilusão.

Aproxima-nos de quem é superior e nos guia, “Deus”, ou das obscuridades. Leva-nos ao apagar da luz numa posição final, ascendendo nos outros, novos horizontes e pensamentos, aclamando aos vivos um delegar inédito de vãos valores materiais, ou exemplos de vida a seguir ou reprovar.

A porta se abre aos poucos e parece se escancarar diante de perdas inesperadas ou mesmo indesejadas. Cada um de nós, de facto e sem dúvida, tem a sua cruz, algumas muito pesadas, outras, imperceptíveis, leves e delicadas, mas presentes. Mas o velho que não se condene diante de qualquer situação. Tranquilize suas vontades.

Aproveite o belo, o novo, a sabedoria, a alegria, enfim o que a vida sempre tem e muito a oferecer a qualquer instante.

Sonhe, mesmo longe do alvorecer da vida. Esconda o lamento ou o arrependimento. Superar o que dói, os limites ou provações com serenidade não é algo fácil de dominar.

Nunca reprovemos os velhos doentes, pois a nossa viagem final da vida pode ser mais breve do que pensamos. O tempo é um valioso mestre para quem o valoriza e cruz cruel para quem o ignora. Os dissabores da velhice, a frágil memória, dores ou sofrimentos parecem consolar a morte.

O passado é “como uma peça de roupa que não nos serve mais”. O futuro, uma imprevisão. Somos o que pensamos. Imaginemos o saber dos velhos embutidos nos jovens, ou a vitalidade dos moços aliada à sabedoria de quem de facto é velho.

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