Uma das novidades da 13.edição do Festival de Teatro é precisamente levar esta expressão artística a um transporte urbano.

Isso vai acontecer com as peças “Políticos, políticos…malucos à parte” e “MAD TUS”, do grupo de teatro Sériùs, já este sábado, dia 11 de maio, pelas 18h00, nos Transportes Urbanos Municipais, conhecido como TUS, de S. João da Madeira.

Em “Políticos, políticos…malucos à parte.”, um dos passageiros, “Zé Manel, vê a sua típica viagem de TUS ser transformada num autêntico campo de batalha eleitoral, quando dois políticos decidem entrar em cena” e como “uma cacofonia de duas campanhas eleitorais não se faz só com politiquices, Zé Manel decide atribuir um novo timbre à sinfonia”, adianta a programação do Festival de Teatro. Os passageiros que viajarem, sábado, neste transporte municipal também vão poder assistir a uma outra peça de teatro que levará todos os presentes até “8 de janeiro de 1980”, data em que “se aproxima a celebração dos 100 Anos do ilustre hotel ´MAD TUS´”. Nesta trama, “Vlad, dono do hotel, e Gustav, seu criado, fazem os possíveis para que esta festa seja inesquecível, porque, afinal, não é todos os dias que se faz 100 anos. Contudo, uma visita inesperada de uma hóspede recorrente troca-lhes as voltas aos planos”, lê-se na programação sobre aquilo se irá passar neste transporte municipal.

O grupo Recriarte da CERCI de S. João da Madeira vai “Desenredar as emoções” no dia 11 de maio, pelas 16h00, nos Paços da Cultura. Uma peça que convida o público a “descobrir, com Clarividência e Eugénio, o caminho de Rita desde que por um infortúnio – o fim de uma relação amorosa – se vê enredada, remetida ao casulo da dor, até desenredar, ganhar asas e voltar a sentir-se ao comando da sua vida”, segundo a descrição desta trama.

“O Rouxinol” do grupo de teatro AceiTe entra cena no dia 11 de maio, pelas 21h30, na Casa da Criatividade. Nesta peça, “o imperador tem um palácio, uma corte, um camareiro, uma moça de cozinha, um mestre de música, um rouxinol e são muitos os narradores”, adianta a programação do Festival de Teatro.

Mas antes desta estreia do teatro no TUS, o programa apresenta as peças “Mamma Mia! Na praia com a Maria” do grupo Entre Cenas e “Caixa” do grupo TROUPE.

A primeira peça está marcada para o dia 9 nos Paços da Cultura e a segunda para o dia 10 na Casa da Criatividade. Ambas entram em cena às 21h30.

A história de “Mamma Mia! Na praia com a Maria” recai sobre “uma praia típica portuguesa onde se encontram pessoas muito diferentes. Será o sítio ideal para descansar?”, questiona a descrição sobre esta peça. A “Caixa” é sobre “Cavalões, uma aldeia no interior, que vive um período turbulento, dada a instabilidade social do país”, onde “faltam recursos médicos, o Centro de Saúde não tem médico de família e possui poucos enfermeiros, os CTT fecharam por falta de funcionários e a farmácia fechou por falta de medicamentos”. O roubo desta “Caixa” que “guarda um tesouro importante para a aldeia”, “perturba a população” e “gera uma onda solidária para a encontrar”, desvenda o programa do Festival de Teatro.

Festival continua até 17 de maio

“A Menina sem Nome” do grupo ANIMOPARQUE sobe ao palco no dia 12 de maio, pelas 16h00, da Casa da Criatividade, para contar a história de “uma menina que nada tem e por isso vive infeliz num mundo que não tem sentido, até se encontrar com uma velhinha sábia que lhe dá a oportunidade de escolher entre dois mundos completamente opostos…”.

As peças “Vamos reciclar Emoções?” do grupo Parrinhenses e “Maria da Luz” do grupo Os Boinas entram em cena no dia 14 de maio. A primeira pelas 19h30 na Casa da Criatividade e a segunda pelas 21h30 nos Paços da Cultura. Em “Vamos reciclar Emoções?” é abordado o ser criança, o querer brincar e a reciclagem de materiais e de emoções. A personagem Runmi só quer ser criança e “só pede uma coisa” que é “brincar”. “Numa lixeira, onde os adultos não conhecem ainda a reciclagem, ela encontra um amigo. Numa troca de amizade muito sincera, Runmi ajuda-o a reciclar, tornando aquela cidade um sítio saudável e mais feliz”, dá a conhecer a programação. Maria da Luz é “uma jovem portuguesa, natural da aldeia de Âncora, órfã de mãe, a mais nova de quatro irmãs, linda e extrovertida sempre acarinhada pelo pai” até que ele é levado para a Guerra do Ultramar, onde acabará por morrer. Esta peça contará os desafios que Maria da Luz enfrentará e a reviravolta que será dada à sua vida.

O grupo de teatro Banco Local de Voluntariado da Associação de Jovens Ecos Urbanos apresenta “Mudar o Mundo com o voluntariado” no dia 15 de maio, pelas 14h30, na Casa da Criatividade. Uma adaptação do livro “Todos Temos Asas, mas Apenas os Voluntários Sabem Voar”, de Sónia Fernandes, no âmbito do projeto MOM – Mudar o Mundo, da Pista Mágica – Escola de Voluntariado” com participação de voluntários, colaboradores e utentes da CERCI de S. João da Madeira.

O Festival de Teatro encerra com “Not Fragile” do grupo profissional Teatro em Caixa no dia 17 de maio, pelas 21h30, na Casa da Criatividade. Esta peça de teatro será oferecida pelo Município a todos os participantes na 13.aedição de uma tradição em que o Espaço Aberto do Agrupamento de Escolas Dr. Serafim Leite, em parceria com órgãos autárquicos e instituições locais e da região, consegue cumprir o seu mote em que através do teatro é promovida a educação.

Palcos e Cenas apresenta “Tecer da Vida” no espaço “Caxemira”

Uma das vertentes indissociáveis do Festival de Teatro é o Palcos e Cenas que é “um espaço onde tudo pode acontecer”, assumiu Cristina Reis, uma das professoras responsáveis pelo projeto Espaço Aberto e pelo Festival de Teatro, ao labor.

O Palco e Cenas desta edição apresenta “Tecer da Vida” no dia 16 de maio, pelas 21h00, no espaço “Caxemira” em S. João da Madeira. Esta será “uma performance coletiva, de caráter sensitivo, onde será problematizada a questão de ´ser-se humano´ no nosso tempo civilizacional, que parece ´oferecer-nos´ o afastamento da dimensão ecológica da vida, no sentido grego de ´oikos´ – casa – onde somos um e todos”, adiantou Cristina Reis.

A sessão será proporcionada por Teresa Margarida Brandão, docente na Escola Serafim Leite, no espaço “Caxemira”, de Paula Alexandra Ferreira Pinto, sita na Rua dos Combatentes da Grande Guerra, n.º 81, próximo do Mercado Municipal e do café Guanabara.

Bilhetes à venda nos locais habituais

Os bilhetes têm o custo de 3,5 euros e estão à venda nos locais habituais. Eles são os Paços da Cultura, a Casa da Criatividade, o Turismo Industrial, a Bilheteira Online, Lojas FNAC, CTT, Centro Comercial 8ª Avenida (Worten), El Corte Ingles, Pousadas da Juventude, linha 24h de reservas e informações 18 20 do MEO e os Quiosques Serveasy. À semelhança de outros anos, as peças de teatro de grupos de teatro profissionais têm um custo diferenciado. A Not Fragile é uma oferta do Município a todos os participantes no Festival de Teatro.

 

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