Contudo, CDU e coligação PSD/CDS-PP demonstraram preocupação em relação ao investimento 

 

O relatório e contas de 2018 foi aprovado unanimemente por PS, coligação PSD/CDS-PP e CDU.

O sentido de voto do deputado Jorge Cortez, em representação da CDU, foi favorável porque este é um documento técnico, “estamos perante boas contas” e “não há nenhuma situação de pré-falência” que tinha sido anunciada no mandato anterior. Um voto favorável que “não quer dizer que não estejamos preocupados com alguns aspetos” porque “achamos que um Município sem dívidas pode querer dizer falta de investimento e pensamos que quando se fala em investimento não foi um ano muito bom”, esclareceu Jorge Cortez.

No entender de Pedro Gual, deputado da coligação PSD/CDS-PP, “contas são contas”, mas “a execução deste executivo foi má ao deixar cair empréstimos” e ao “não investir mais de cinco milhões de euros”. Relembramos que o orçamento inicial era de 27 milhões de euros, do qual foram excluídos 5.199.552 milhões de euros de receitas previstas devido, em grande parte, a receitas provenientes de fundos comunitários não arrecadados, levando a um orçamento final de 22 milhões de euros.

Para Rodolfo Andrade, líder da bancada dos socialistas, este é “um documento técnico que merece a nossa confiança” e que “traduz opções políticas”. Uma intervenção que levou Susana Lamas, deputada da coligação PSD/CDS-PP, a reforçar aquilo que disse em conferência de imprensa dada na semana passada e que passa por este relatório “espelhar a falta de capacidade de executar deste executivo”.

Perante visões tão diferentes sobre o documento, Jorge Cortez assumiu uma posição mais moderada. “Não acho que que a cidade está parada nem que vá de vento em poupa”, afirmou o deputado da CDU.

Já o presidente da câmara, Jorge Sequeira, assegurou que os “sanjoanenses não tem razões para estar preocupados. A cidade está em movimento e não está parada”, mencionando os investimentos colocados pelo seu executivo no terreno.

“O ano de 2018 foi o ano em que mais executámos despesa e em que houve mais dinheiro. É matéria de matemática, não é matéria de opinião”, frisou Jorge Sequeira, rematando com a certeza de que “não fazemos mais do que cumprir o nosso dever e que quem cumpre o seu dever não merece agradecimento”.

A primeira revisão orçamental de 2019 foi aprovada por maioria com votos favoráveis de PS e coligação PSD/CDS-PP e com um voto contra da CDU.

O saldo de 989.9895,22 euros arrecadado em 2018 vai reforçar quatro rubricas em 2019. Elas são a manutenção, beneficiação, reparação de instalações desportivas e recreio em 75 mil euros, conservação e reparação do Parque de Nossa Senhora dos Milagres em 50 mil euros, reparações e beneficiações de edifícios municipais em 400 mil euros e 464.895,22 euros.

Este último ponto é referente a um “documento completamente político que reflete um reforço do orçamento que é um documento completamente político. Por isso, vamos votar contra”, justificou Jorge Cortez em nome da CDU.

 

 

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