Projeto-piloto começará com 140 equipamentos e terá a duração de três meses

O projeto-piloto do Município de S. João da Madeira para recolha de lancetas usadas na administração de insulina e controlo da diabetes, assim como de outros tratamentos, foi apresentado, no dia 7 de maio, na sala de reuniões do Fórum Municipal.

Este projeto é dirigido a doentes crónicos e outros sujeitos a tratamentos pontuais residentes em S. João da Madeira.

E tudo começou com a intervenção da munícipe Ana Couto, cujo pai é diabético e não tinha onde colocar os materiais já que considerava que não deveria de o fazer para o lixo comum, numa das sessões da Assembleia Municipal.

O Município estabeleceu contacto com a “Agência Portuguesa do Ambiente sobre a qualificação deste resíduo”, ao qual “foi-nos dito que não tinha nenhuma classificação em especial”, relembrou Jorge Sequeira.

Mesmo assim “não desistimos porque tínhamos a impressão que (estes materiais) não deviam ser tratados como resíduos normais”, continuou o presidente. O caminho continuou a ser traçado pelo Município até encontrar a “Ambimed que tem a mesma prática com resíduos hospitalares” e com quem criou este projeto-piloto que começará com 140 equipamentos e terá a duração e será gratuito durante três meses, divulgou Jorge Sequeira, acrescentando que posteriormente será feito um balanço e estruturada uma resposta neste sentido a médio e longo prazo. A concretização deste projeto, depois do período de experimentação, terá um custo simbólico de “1.200 euros anuais” para o Município, informou o vice-presidente José Nuno Vieira.

“A ideia é termos cá estes equipamentos” que serão “levantados na câmara municipal”, “usados e selados” pelos utilizadores e “entregues” ao Município. Este, por sua vez, reencaminhará os mesmos para a Ambimed que “dará o tratamento e a finalidade adequada aos equipamentos (incineração)”, revelou o presidente.

O Município contará, uma vez mais, com o apoio das farmácias locais e do Centro de Saúde na divulgação da informação sobre este projeto-piloto, o que já tem vindo a acontecer com o Programa de Vacinação Municipal, razão pela qual estas instituições estiveram devidamente representadas nesta apresentação.

“Acho muito importante esta preocupação porque o volume não é tão residual quanto isso”, por isso “estamos otimistas” que a “produção de resíduos de cuidados seja diferente no futuro”, assumiu Regina Lamoso, representante da Ambimed, considerando que “projetos como este fazem todo o sentido”.

Os contentores podem ser levantados gratuitamente no atendimento ao munícipe, piso zero, da câmara municipal, desde o dia 7 de maio.

Contentores para separar lixo nos edifícios municipais

DF

Além deste projeto piloto que visa “dar uma resposta responsável e ambiente equilibrada a este resíduo”, o Município adotou na semana passada a medida de colocar “dois contentores em todos os gabinetes dos edifícios municipais para a separação do lixo”, anunciou Jorge Sequeira à comunicação social.

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