O livro “Carlos Alberto da Costa – Um Olhar de S. João da Madeira” da autoria de Daniel Neto e José Duarte da Costa, editado pela Câmara Municipal de S. João da Madeira, foi apresentado ao fim da tarde do dia 4 de maio no auditório do Museu da Chapelaria.

A data escolhida foi nada mais nada menos do que o dia em que Carlos Alberto da Costa completaria 111 anos de vida.

O presidente da câmara, Jorge Sequeira, começou por demonstrar satisfação por a apresentação deste livro “atrair tantas e tão boas pessoas ao Museu da Chapelaria”, que acabou por ser pequeno para o número de pessoas presentes, por saudar os familiares e por agradecer aos autores.

“Este livro, em primeira linha, pertence-vos. É a história da vossa família, é a história de um vosso ente querido que aqui está retratada e é com muita satisfação e prazer que vos entregamos esta obra, retribuindo o que a vossa família e o que Carlos Costa fizeram em prol da nossa comunidade”, disse Jorge Sequeira aos familiares, dirigindo-se depois aos autores, a quem agradeceu pelo “trabalho importante que fizeram em prol da nossa cidade, em prol da nossa cultura, em prol da nossa memória”.

O Município de S. João da Madeira foi contactado pelos autores para dar sequência ao processo de publicação deste livro que já estava em curso. “De imediato dissemos que sim e a câmara municipal em decisão unânime, num consenso político importante, decidiu editar este livro que, além de pertencer à família, passa a pertencer à cidade e enriquece o património histórico da cidade”, declarou o presidente. A questão da independência de S. João da Madeira conquistada a 11 de outubro de 1926 “ainda será investigada e colocada em livro”, anunciou Jorge Sequeira, revelando que “um pouco dessa história está neste livro através de testemunhos e de imagens”. “A nossa história é um bom exemplo porque somos um caso em que não há dúvida nenhuma no sentido que a nossa autonomia política serviu o seu propósito e a sua finalidade” que foi “propiciar o nosso desenvolvimento”, relembrou o presidente da câmara, aproveitando o momento para evocar Josias Gil, bisneto de Francisco Costa, pai de Carlos Costa, que foi “um grande professor, escritor, político da nossa terra”.

Um dos autores, Daniel Neto, agradeceu à câmara municipal “a disponibilidade que revelou a partir do momento que lhe foi apresentado o projeto”, mas com a ressalva de que “não seria justo não mencionarmos aqui que o livro já tinha sido apresentado, ainda numa fase embrionária, à câmara anterior”, da qual também receberam, à semelhança desta, a mesma “disponibilidade e acolhimento” para com este projeto. O consenso político gerado em torno da publicação deste livro por parte da Câmara Municipal de S. João da Madeira é “um motivo de muita satisfação e uma homenagem justa a uma pessoa como Carlos Costa que pautou toda a sua vida por um distanciamento de credos políticos, religiosos e até clubísticos”, revelou Daniel Neto, reforçando que “o Carlos Costa mais do que ninguém merecia que isto tivesse acontecido”.

A criação deste livro resultou de “um trabalho feito a dois, em partes iguais que nos deu muito prazer”, deu a conhecer Daniel Neto, esclarecendo que o outro autor, José Duarte da Costa, filho de Carlos Costa, “sem mim com certeza que teria conseguido fazer este livro. Eu sem ele, dificilmente, lá chegaria”. Uma afirmação que não mereceu a total concordância por parte de José Duarte da Costa. “Isso, podendo ser verdade, não é totalmente verdade porque sem os teus conhecimentos técnicos, a tua paixão e o teu empenho não sairia a obra que saiu”, clarificou José Duarte da Costa. Uma obra com imagens de José Inácio Ferreira, o primeiro fotógrafo de S. João da Madeira, do homenageado, e não só, acompanhadas de textos de autoria de várias personalidades como João da Silva Correia, Josias Gil, entre outros que permitem transmitir o olhar de Carlos Costa sobre S. João da Madeira.

O homenageado, Carlos Costa, era “um homem simples, honesto, bondoso e discreto. S. João da Madeira teve a sorte de ter um Carlos Costa que fez a sua história em imagens”, considerou o filho José Duarte da Costa.

Aliás, os autores, mencionam isso mesmo, no último parágrafo do prefácio: “Chegados aqui, importa sublinhar que este livro não tem outra pretensão que não seja a de lembrar Carlos Alberto da Costa, enquanto Homem que amou a sua terra como poucos amaram, enquanto Artista que contou a história de S. João da Madeira em imagens, como mais ninguém foi capaz de o fazer”.

 

Livro estará à venda

FA

 

Alguns exemplares do livro “Carlos Alberto da Costa – Um Olhar de S. João da Madeira” foram dados às pessoas presentes na sua apresentação.

Futuramente, o livro passará a estar à venda. O processo, que passa por estabelecer o preço e os locais em que o livro poderá ser comprado, terá de ser discutido e deliberado em reunião de câmara. Não tendo sido possível saber quando é que tal poderá acontecer junto do gabinete de comunicação municipal até ao fecho da presente edição do labor.

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