“As reações do público foram reveladoras da vontade em ver mais e conhecer mais acerca das várias abordagens que a dança pode ter e da comunicação que se pode estabelecer com as pessoas através da dança”, indicou a curadora São Castro ao labor

No mês em que se assinalou o Dia Mundial da Dança, a Câmara Municipal de S. João da Madeira decidiu homenagear esta expressão artística, de 29 de abril a 3 de maio, com “A Cidade Dança”, um projeto com curadoria de São Castro, bailarina e coreógrafa sanjoanense e também diretora artística da Companhia Paulo Ribeiro, que regressou assim às suas origens.

Após a concretização deste projeto, realizado pela primeira vez na cidade, quisemos saber qual o impacto desta expressão artística aos olhos da curadora.  Não só “foi um enorme prazer para mim, fazer parte e fazer acontecer ´A Cidade Dança´, em que acompanhámos S. João da Madeira a dançar e fazer dançar durante uma semana, em que vários locais da cidade foram palco para as várias estruturas de formação e criação na área da dança, que desenvolvem trabalho significativo e extremamente interessante na e para a cidade”, “como também os artistas e companhia profissionais convidados para incluir a programação, cujas apresentações foram de grande relevância não só para o público geral como, penso também, para os jovens estudantes de dança aspirantes a profissionais desta área”, disse São Castro ao labor.

A curado não deixou de assinalar “a proposta de levar a dança ao Turismo Industrial e fazer a dança acontecer em algumas das fábricas associadas, aproximando esta prática artística dos trabalhadores, proporcionando momentos performativos em contexto e espaços não convencionais”.

“As reações do público, às várias apresentações que fizeram parte da programação, foram reveladoras da vontade em ver mais e conhecer mais acerca das várias abordagens que a dança pode ter e da comunicação que se pode estabelecer com as pessoas através da dança”, indicou igualmente São Castro ao labor.

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Para a curadora “este evento veio confirmar o interesse que a dança desencadeia nas pessoas e, principalmente, o potencial que esta forma de arte tem em convocar públicos e fazer parte da programação regular de propostas artísticas no território”.

As perspetivas de continuidade de “A Cidade Dança” são “positivas no sentido de sublinhar o Dia Mundial da Dança como uma data a assinalar todos os anos, seja desta ou de outra forma, mas que se promova, se observe, se sinta e se pense a dança na cidade, convidando a cidade a dançar”, concluiu São Castro ao labor.

“Sem dúvida uma atividade que marcará o futuro da agenda municipal da cidade”

“A Cidade Dança” teve o intuito de “assinalar o Dia Mundial da Dança (29 de abril) e, ao mesmo tempo, aproximar a dança às pessoas”, começou por dizer Rosário Gestosa, vereadora do Desporto e da Juventude, relembrando que esta iniciativa municipal “envolveu as associações e escolas de dança da cidade, levando a dança a diferentes espaços. Helsar e Academia de Design de calçado, no âmbito do Turismo Industrial, Museu Calçado, Centro de Arte Oliva, Casa da Criatividade, Largo de Santo António, Praça 25 de Abril, Fundo de Vila, entre outros espaços públicos”.

Ao longo de uma semana, “a cidade foi inspirada através da arte do corpo, com várias e diferentes performances, workshops e oficinas. Desde a Dança Contemporânea ao Ballet, passando pelo Hip Hop e pela Salsa, a dança invadiu S. João da Madeira”, acrescentou a vereadora do Desporto e da Juventude.

Por tudo isto, “A Cidade Dança” será “sem dúvida uma atividade que marcará o futuro da agenda municipal da cidade de S. João da Madeira”, revelou Rosário Gestosa, durante o balanço desta iniciativa, ao labor.

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A vereadora terminou a sua declaração a citar a curadora São Castro:  “Uma cidade que dança é uma cidade que move as pessoas fisicamente, mas também social e culturalmente. O corpo dançante é um corpo que pensa e questiona, invocando técnica e tradição, liberdade e contemporaneidade.”

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