Iniciativa juntou cerca de 600 representantes de 16 instituições do Centro e Norte do país

Com o sol a brilhar contrariando as condições meteorológicas não muito favoráveis a eventos ao ar livre que se previam, a Universidade Sénior (US) do Rotary Club de S. João da Madeira (RCSJM) recebeu no sábado passado várias congéneres do Distrito Rotário 1970.

Pela primeira vez, o Encontro Anual das Universidades Seniores de Rotary, que já se realiza há 15 anos consecutivos, teve lugar na “Cidade do Labor”, envolvendo cerca de 600 participantes oriundos de 16 US do Centro e Norte do país. Naquele que é o concelho mais pequeno do país fizeram-se representar, para além da US sanjoanense, as universidades seniores de Rotary de Matosinhos, Ansião, Bragança, Estarreja, Felgueiras, Mangualde, Oliveira do Hospital, Paredes, Peso da Régua, Póvoa de Lanhoso, Sever do Vouga, Tondela, Trancoso, Valongo e Vizela e foi apresentada pelo humorista da terra Pedro Neves.

Programa incluiu visitas aos museus da cidade e ao Centro de Arte Oliva

Organizado tendo em vista “‘dar um cheirinho’ do que a cidade tem para oferecer”, como mencionou a diretora da universidade anfitriã, Susana Silva, o programa teve início logo pela manhã com um desfile entre a Praça Luís Ribeiro e a Sala dos Fornos da Oliva Creative Factory. Aqui, após visita ao Museu da Chapelaria, Museu do Calçado e Centro de Arte Oliva feita por algumas US, tiveram lugar o almoço e uma tarde repleta de animação. A festa, assegurada por grupos das próprias universidades, ainda durou umas valentes horas.

Entre os convidados do repasto que encheu literalmente a Sala dos Fornos, estiveram o Governador do Distrito 1970, Joaquim Branco; a presidente da Assembleia Municipal, Clara Reis; o líder da autarquia, Jorge Sequeira; etc..

Organização fez questão de promover o convívio

“Sem formalismos protocolares”, como referiu a presidente do RCSJM Manuela Gay, a sessão festiva da Sala dos Fornos diferenciou-se de todas as que aconteceram até àquela data ao ter juntado na mesma mesa, ao almoço, elementos de duas instituições diferentes. Em todos estes anos “sempre achei que ia e vinha sem me encontrar com as outras universidades”, afirmou, por seu turno, Susana Silva, esclarecendo que, desta feita, a organização procurou que “houvesse convívio entre universidades”. Opção que, no final, valeu “o maior e mais positivo feedback”, como adiantou ao labor, esta última segunda-feira, já em jeito de balanço.

Ao nosso jornal, a responsável diretiva ainda assegurou que tudo “correu dentro do esperado” e que chegou “ao fim [do encontro] satisfeita”.

“Oliva era a terceira empresa mais importante da Península Ibérica”

Além de Joaquim Branco que não quis deixar de felicitar o RCSJM por “estar a prestar um excelente serviço à comunidade”, também Jorge Sequeira dirigiu umas palavras às centenas de pessoas presentes na Sala dos Fornos. “Uma sala de trabalho duro e árduo”, começou por dizer o autarca, sublinhando de seguida a importância da Oliva em outros tempos.

Fundada em 1925, a Oliva chegou a ter 3.500 trabalhadores e “era a terceira empresa mais importante da Península Ibérica”. A fábrica, que produzia máquinas de costura, salamandras, tubos, etc., acabaria por fechar portas em 2010. Mas continua a fazer parte “da memória e da história da nossa cidade”, conforme vincou o edil, lembrando que a história de S. João da Madeira é “uma história de trabalho e de indústria” que “é utilizada também para fins culturais”.

Virando-se para o RCSJM, Jorge Sequeira fez votos para que a sua universidade sénior “continue a desenvolver a sua missão junto dos mais idosos” que, em seu entender, são “as pedras preciosas da nossa sociedade”.

VOX POP

Fátima Dias, 65 anos, US de Valongo

GN

“Acho bons estes encontros para pessoas de várias zonas do país se conhecerem e conviverem umas com as outras. Também aconselho a fazerem parte de uma universidade sénior, pois é uma forma de se combater a solidão”.

Fausto Macedo da Silva, 81 anos, US de Sever do Vouga

GN

“Acho muito bom. É uma maravilha para pessoas de idade como eu. Devia, aliás, acontecer mais vezes”.

Maria Olímpia Patrício, 68 anos, US de Trancoso

GN

“Acho muito boa a iniciativa porque a gente convive com outras pessoas. É uma boa forma de conhecer outros costumes e terras”.

Ernesto Sampaio, 71 anos, US de Felgueiras

GN

“É louvável e recomendável, embora a organização [nesta parte do almoço] esteja um pouco lenta. Mas, sim, estes encontros são sempre salutares. São uma forma de manter viva a memória, de desenvolver as nossas capacidades”.

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