Acompanhada ao piano por João Araújo

 

Quando é que começou os estudos na Academia de Música de S. João da Madeira?

Comecei aos cinco anos de idade quando ainda estava no infantário onde, por acaso, o professor Richard Tomes dava aulas de música. Trazia frequentemente o violino e fiquei fascinada.

A Teresa decidiu estudar música por iniciativa própria ou por influência de familiares?

Pelas duas. Sempre gostei de música, mas na verdade sempre a tive em casa. Tenho músicos na família, o que faz com que o gosto pela música esteja muito intrínseco.

O que a levou à escolha da viola d ́arco?

Bem, esta escolha foi recente. Toco violino há mais de 20 anos, mas sempre me disseram para experimentar a viola d’arco. Quando estava em Antuérpia, surgiu a oportunidade de me inscrever na disciplina opcional deste instrumento na classe do Leo de Neve. Gosto muito do violino, mas também gosto dos sons graves e calorosos que a viola me proporciona.

Quais as características deste instrumento?

É um instrumento da família das cordas friccionadas. É muito parecido com o 
violino, mas maior, o que resulta num som mais grave e mais cheio, mas menos solístico.

O que a levou a realizar o mestrado em Antuérpia?

Conheci a Tatiana Samouil, que viria ser minha professora em Antuérpia, aqui 
em Portugal. Depois fiquei sempre com vontade de estudar com ela. E assim foi. Fiz ERASMUS e depois continuei com o mestrado.

Como têm sido as experiências que tem tido em música de câmara e em orquestra?

Positivas. Tenho aprendido muito a trabalhar em conjunto, o que não é sempre fácil. Quando trabalhamos assim, mostramos as nossas opiniões, mas também aprendemos a ceder em função de outras opiniões. Mas existe repertório espetacular, tanto em música de câmara como em orquestra que vale o esforço.

Quais os critérios usados para o repertório deste Musicatos?

Nenhum critério em particular. Sendo o meu primeiro ano a estudar viola d’arco quis, em diálogo com o meu professor David Lloyd, trabalhar repertório 
base deste instrumento e por isso apresento-o agora.

O que é que as pessoas podem esperar desta sua atuação nos Paços da Cultura?

Uma atuação com repertório de três séculos diferentes, de três países diferentes interpretados por uma pessoa de outro país. No fundo, estilos para todos os gostos.

É a primeira vez que atua em S. João da Madeira?

Não é a primeira vez. Sendo a minha cidade e onde estudei durante 17 anos, já atuei muitas vezes e em diversas ocasiões na cidade e inclusive nos Paços da Cultura, onde já me apresentei em dois Musicatos: em violino e música de câmara.

Neste momento, a Teresa continua a estudar ou está a trabalhar?

Neste momento sou trabalhadora-estudante. Sou professora de violino, vou tocando aqui e acolá, estou a tirar o mestrado em Ensino de Música na Universidade de Aveiro e sou guia turística no Turismo Industrial.

Quer fazer da música uma profissão?

Já faço da música profissão e gostaria de continuar assim por muitos e bons anos.

Quais os projetos para o futuro?

Não tenho nenhum projeto específico por agora. Se continuar a fazer o que faço agora, estou bem.

Teresa Silva

Iniciou os estudos musicais na Academia de Música de S. João da Madeira na classe do professor Richard Tomes, onde concluiu o oitavo grau. Em 2014 concluiu a licenciatura em violino na Escola Superior de Música, Artes e Espetáculo do Porto na classe da professora Marta Eufrázio e em 2017 concluiu o mestrado no Conservatório Real de Antuérpia na classe da Professora Tatiana Samouil. Trabalhou com outros violinistas, entre os quais Vitor Vieira, Sergey Kravchenko, Gordon Nikolic, Liana Isakadse, David Danel.

Em música de câmara, trabalhou com Ricardo Lopes, Filipe Quaresma, Hans Martin Schreiber, Leo de Neve e Justus Grimm.

Em orquestra, teve a oportunidade de trabalhar com maestros como António Saiote, Pedro Neves, Christoph König, Martyn Brabbins e Bas Wiegers. Fez estágios com a Sinfonieta da ESMAE, Orchestre des Jeunes du Centre e de Orkesteacademie e a Orquestra BAM (Bélgica). Teresa Silva participou no Festival ESMAE, no Musicatos, no Festival Debussy em França, no Festival Aurora na Suécia (2013) e no Crescendo Summer Institute na Hungria.

Com a viola d’arco já participou em masterclasses com os Professores Jorge Alves e Guy Ben-Ziony e é reforço na Orquestra Clássica do Centro (Coimbra). Atualmente

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