Depois do regresso em 2018, após um interregno de vários anos, o Raide à Vitela parece ter recuperado o fulgor de outros tempos. Foram 45 viaturas e cerca de 100 participantes que na manhã de sábado partiram, junto à Câmara Municipal de S. João da Madeira, para dois dias de “aventura e descoberta”, atributos que têm caraterizado este mítico passeio promovido pelo Turbo Clube, em que a gastronomia é também imagem de marca, como o próprio nome indica.

Na edição de 2019, que marcou os 25 anos do Raide à Vitela, a caravana arrancou com destino a Pedrogão Pequeno, com passagens pelas Serras do Caramulo e da Lousã e pelas planícies de Mortágua, terminando a primeira etapa junto à Barragem do Cabril, onde decorreu o jantar que fez jus ao nome do evento, com uma refeição de vitela assada.

No domingo os participantes voltaram a subir a Serra da Lousã, em direção a Vila Nova de Poiares, onde, à semelhança do dia anterior, o almoço, que assinalou o encerramento do passeio, foi um prato típico da região.

Para Gustavo Andrade, um dos elementos responsáveis pela organização do evento, “o balanço foi positivo em todos os aspetos”, sublinhando, no entanto, um aumento de participantes na ordem dos 18% relativamente à edição de 2018, que marcou o regresso do mítico Raide à Vitela após um interregno de cinco anos. “Pelo feedback que fomos recolhendo, todos gostaram do tipo de terreno, das localidades, das paisagens, do convívio, da gastronomia e da própria organização”, explica Gustavo Andrade, justificando o crescimento do número de participantes “pelo sucesso da edição de 2018 e pela divulgação atempada do evento”. “Quem veio gostou do passeio e este ano trouxe mais pessoas”, refere o organizador, salientando ainda o facto de o Turbo Clube ter começado a promover a iniciativa “em janeiro, com quase cinco meses de antecedência”. “Penso que isso foi crucial para este aumento”, confessa Gustavo Andrade, que destaca a presença na edição de 2019 do Raide à Vitela de António Andrade, Jaime Henriques e Manuel Luís, três ex-dirigente do clube e ex-organizadores do evento.

Este ano o passeio teve um percurso maior do que o habitual, com a caravana a “calcar quatro distritos (Aveiro, Viseu, Coimbra e Leiria)” que, segundo Gustavo Andrade teve como objetivo dar a conhecer “outros locais e paisagens e introduzir outro tipo de terreno”, procurando também cativar participantes de outras localidades e regiões. “É este o desafio do todo-o-terreno, a aventura e a descoberta”, refere o organizador, sublinhando a importância de participantes, organizadores e patrocinadores para que o Raide à Vitela seja um evento “cada vez mais apetecível”.

Ainda sem pensar na próxima edição, que deverá começar a ser preparada em setembro, Gustavo Andrade, deixa, no entanto, uma possibilidade em aberto quanto ao destino: “Quem sabe se não ficaremos por S. João da Madeira”.

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