A 13.º edição do Festival de Teatro teve “cerca de seis mil espectadores” que assistiram às 24 peças protagonizadas por 24 grupos de teatro, dois profissionais e 22 amadores, nos mais diversos palcos formais e informais desde os Paços da Cultura, a Casa da Criatividade até ao TUS, confirmou Cristina Reis que, juntamente com Manuela Balseiro e Elza Paiva, éuma das professoras responsáveis pelo Espaço Aberto, que promove com o apoio do Município este evento que já é uma das tradições culturais de S. João da Madeira.

O balanço de mais uma edição é “inegavelmente positivo”, afirmou Cristina Reis ao labor.

“Para nós, elementos do Espaço Aberto, considerando o mote subjacente a este projeto do Agrupamento de Escolas Dr. Serafim Leite, ´Pelo Teatro acontece Educação´, boa parte do balanço é feito, por assim dizer, mesmo antes do início de cada edição, pois ao acompanharmos o processo de cada grupo a grupo para se apresentarem em palco num certo dia e a certa hora marcados, apercebemo-nos do alcance que se atinge para concretizar o desafio que cada grupo (pro)põe a si próprio”, considerou a professora, esclarecendo que “não se trata de um festival que espartilha ou que escorraça, por imposições de índole, por exemplo, temática, ideológica ou da métrica financeira ou assente no número de espetadores”, mas de um espaço em que “tudo é possível e concluímos que também passível de acontecer. É um festival convidativo, acolhedor e desafiador e desafiante. É a resposta a estas dimensões que interessa à organização observar: a possibilidade de acontecer ´realização´”.

A peça “Not Fragile” do Teatro em Caixa foi oferecida pelo Município a todos os participantes no Festival de Teatro, reunindo-os a todos no dia 17 de maio, pelas 22h00, na Casa da Criatividade e assinalando assim mais uma edição desta tradição cultural.

“Este acontecimento cultural é tão importante em S. João da Madeira que precisa de ser registado para memória futura”, disse o presidente da câmara, Jorge Sequeira, durante o encerramento do Festival de Teatro, reafirmando assim o que tinha dito na sua apresentação e que passa por compilar todas as peças levadas à cena ao longo das 13 edições e, se possível, apresentar esse documento histórico na edição de 2020.

O autarca terminou com um “até breve” para todos aqueles que deram muito do seu tempo“a trabalhar para a cultura da nossa cidade e do nosso país”, segundo o comunicado enviado pelo gabinete de comunicação municipal enviado ao labor.

OFestival de Teatro envolve “centenas de pessoas”, salientou Anabela Brandão, diretora do Agrupamento de Escolas Dr. Serafim Leite, lembrando que todas estão unidas no lema do evento: “Pelo teatro se faz Educação” e destacando o papel das professoras responsáveis pelo Espaço Aberto que com a criação deste festival tem levado o teatro a toda a comunidade. “Não acho que haja alguém em S. João da Madeira que não tenha vindo, durante estes tempos, ao teatro!”, indicou Anabela Brandão.

A 13.ª edição do Festival de Teatro terminou com a entrega de um troféu de participação aos representantes de cada grupo e com uma fotografia “familiar”.

“Além dos que foram de propósito, iam entrando na loja pessoas”

Uma outra novidade desta edição do Festival de Teatro foi levar o espaço “Palcos e Cenas” a um espaço comercial na noite de 16 de maio. O convite dirigido foi o “Tecer da Vida”, numa performance coletiva, de caráter sensorial, onde foi problematizada a questão de “ser-se humano” no nosso tempo civilizacional. A sessão foi proporcionada por Teresa Margarida Brandão, docente na Escola Serafim Leite, e teve lugar no espaço loja “Caxemira”, de Paula Alexandra Ferreira Pinto.

“O que fazer da nossa dimensão corpórea perante as situações da vida  e pensar em nós como seres autores da nossa própria mente, quer sonhemos,  imaginemos, deliremos, planeemos, decidamos ou atuemos foi o percurso que aconteceu na animada e concorrida sessão interativa, que teve como resposta sermos seres emocionados e emocionantes, seja nas rotinas mais comezinhas, seja em situações de especialidade”, revelou Cristina Reis, realçando que “para além dos que foram de propósito,  iam entrando na loja pessoas que, desviando-se da rota das suas caminhadas, satisfizeram a curiosidade do que se passava por ali, entravam e juntavam-se ao acontecimento”.

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