Contra a corrente da vida humana

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A crónica até pode passar ao lado das preocupações do comum dos cidadãos, mas que faz pensar lá isso faz.

Nas casas dos portugueses há mais cães e gatos que crianças, o que reflete, de que maneira, duas vertentes preocupantes da nossa situação social: logo a baixa taxa de natalidade e o mais que natural envelhecimento etário. A “moda” do cão e gato, que são em muitos casos mais bem tratados do que pessoas, sobretudo idosos.

Trata-se, de facto, de um problema cultural, as “modas” são-no em regra, pese embora o respeito, o carinho e dedicação pelos animais, grande parte das vezes se traz à rua para as suas necessidades básicas sem o mínimo de preocupação por quem vem atrás, ou seja, sem cuidados sociais sanitários e respeito pelos outros, é um sinal bem à portuguesa primeiro nós, depois nós … Quem vier atrás que feche a porta!

Há sempre um ou outro (alguém) que diga que esta despreocupação, a favor dos animais, é um salto civilizacional. Mas será mesmo? Claro que não é.

O caso do “animal de companhia”, é importante e encontra-se aí animais de inteligência e disciplina raras, mas no geral (não é engano) vê-se o dono do cão traze-lo ao jardim ou rua mais próxima ou à porta de casa, fazer as necessidades sem cuidado, ou respeito pelo outro (terceiros), jardins onde se esquecem que ainda brincam as poucas crianças que há e ruas por onde passam pessoas apressadas e por vezes distraídas.

Esta crónica nada tem contra os amigos dos animais, é simplesmente um alerta para situações urbanas que passam ao nosso lado e a que damos pouca importância. É uma crónica de defesa e respeito pelas pessoas, gostem ou não ainda são suporte e razão da vida humana.

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