Depois do sucesso da primeira Gala do Clube A4, em 2018, a edição deste ano, realizada no passado dia 20 de junho, voltou a ultrapassar todas as expetativas da coletividade. Prova disso foi a necessidade da organização apresentar duas sessões no mesmo dia, quando inicialmente estava prevista apenas uma, com ambas a esgotarem a Casa da Criatividade.

Num evento que visa assinalar o encerramento da época, ao mesmo tempo que pretende mostrar o trabalho desenvolvido pela coletividade ao longo do ano, foram quase duas centenas de participantes das mais variadas faixas etárias que, sob o tema “7 Pecados Mortais”, deixaram a plateia completamente rendida pela qualidade das exibições apresentadas. “É um tema complexo, mas com o qual pretendemos passar a ideia que através do desporto é possível transmitir aos nossos ginastas valores que lhes permitam ser melhores enquanto pessoas. Num mundo em que o bem e o mal se confundem, queremos, de forma prática, ajudar os ginastas a entender que as virtudes valem mais do que os vícios e os pecados”, explica Rita Veloso, presidente do Clube A4, que garante que toda a organização foi surpreendida pela enorme procura, esgotando a Casa da Criatividade nas duas sessões. “Não estávamos à espera. Foi mesmo incrível”, sublinha a dirigente, que atribui parte do sucesso “aos bastidores”. “A equipa que esteve por trás das duas sessões foi incansável”, sublinha a dirigente, destacando também a “postura, empenho e sacrifício dos ginastas”. “Tínhamos alguns miúdos com exame no dia seguinte, mas comportaram-se como verdadeiros artistas”, esclarece.

Para além das nove atuações do Clube A4, o espetáculo contou ainda, à semelhança da edição anterior, com a participação do AcroClube da Maia, vencedor do concurso Got Talent 2016, ao qual se juntou o Agrupamento de Escolas de Vouzela, vice-campeão nacional de ginástica acrobática, o Clube de Ginástica de Oliveira do Bairro, campeão nacional de ginástica artística feminina, e a Academia Gimnoarte, vencedora da Taça do Mundo do “Dance World Cup”. A turma de ginástica de grupo da Universidade do Porto e as ginastas do CENAP, com exercícios de ginástica rítmica, também contribuíram para elevar, ainda mais, a qualidade do espetáculo.

Com o clube a assumir-se como uma escola de valores e reconhecido pela sua conduta ética, demonstrando, cada vez mais, preocupações de carater social, a iniciativa contou ainda com uma atuação especial apresentada pelo Total Gym, onde a inclusão social esteve patente. Essa é, aliás, a génese desse projeto desenvolvido pelo Clube A4 em parceria com a CERCI de S. João da Madeira.

“Superou todas as expetativas”, garante Rita Veloso. “A qualidade dos grupos convidados foi, sem dúvida, uma mais valia para o espetáculo”, explica a dirigente, assegurando que o evento “vai continuar a surpreender no próximo ano”, apesar de reconhecer que “a fasquia está elevada”. “Temos consciência disso mesmo, mas é isso que nos faz olhar em frente e seguir com determinação”, explica, revelando que foi também por esse motivo que o clube apostou na “contratação de três novos treinadores de gabarito internacional, o Diogo Romero, atleta olímpico, Larissa Laurindo, ex-selecionadora belga, e Filipa Correia, campeã de acrobática”.

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