A “família” do Armazém 4 juntou-se ao final da tarde da passada sexta-feira, dia 28 de junho, no espaço exterior daquele que é tudo menos um centro de estudos convencional para “celebrar três anos de muita atividade”.

Criado em 2016 sob o lema “Mente sã em corpo são” por Rita Veloso, o Armazém 4, situado na Rua da Madeira (Zona Industrial das Travessas), ainda “gatinha”, mas a verdade é que já marca a diferença na região como se de “gente grande” se tratasse.  E isto em várias vertentes, desde o estudo planeado, focado e centrado nos alunos às atividades, aniversários e campos de férias durante as várias interrupções letivas ao longo do ano.

Aqui, “os alunos não são ‘vidrinhos’”

Segundo esta ex-professora de Educação Física, de S. João da Madeira, que deixou o ensino para abraçar este seu “sonho antigo”, “o segredo está nesta equipa incrível, ‘super dinâmica’, que ‘veste a camisola’ e que tem imenso amor às crianças”. Além disso, “não pretendemos ser apenas uma sala de estudo, mas, antes, incutir outro tipo de valências”.  Aliás, é “por isso que também temos ballet, yoga, música, teatro, dança, parkour”, etc., criando, no entender da coordenadora, “uma harmonia, uma formação mais integral do aluno”, que é o grande objetivo do Armazém 4.

Aqui, “os alunos não são ‘vidrinhos’”. Pelo contrário. “São autónomos”, garantiu Rita Veloso, assegurando igualmente que se “os miúdos tiverem que varrer o chão varrem ou se tiverem que ir dar de comer ao Mel (cão que ‘nos adotou’)”.

Ainda a propósito, a responsável chamou à atenção para que “há aqui crianças que não faziam apresentações na escola porque tinham vergonha, mas que depois de virem para o nosso teatro já nos surpreendem numa festa como esta”.

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Passados três anos, “o balanço é [pois] muito positivo”. Rita Veloso disse ter “a noção que [o Armazém 4] está a fazer diferença na vida das crianças e das famílias”. E a prova disso são “as mensagens e os testemunhos dos pais”, que lhe enchem a alma e o coração, e “aos quais estou grata por confiarem em nós”.

Do que já foi feito no âmbito do Armazém 4, a coordenadora destaca como sendo “a menina dos meus olhos” o teatro. Fascina-a “vê-los crescer em palco, ver que muitos deles não sabem ler, mas sabem representar, o que é também uma forma de comunicação”.

Quanto ao muito que ainda está por fazer, adiantou, por exemplo, que “gostava de desenvolver um projeto muito antigo, do meu tempo – “Eu sou vigilante da floresta” -, com os bombeiros.  Isto está no meu livrinho de afazeres, assim como uma horta em que cada um vai ser responsável pelo seu canteiro”.

 

 

 

 

 

 

 

 

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