Pastor não quer “pensar que se trata de perseguição”, mas admite que “é estranho”

Em dois anos, foram já três as vezes que o Centro Comunitário de Avivamento (CCA) foi apedrejado, a última das quais na madrugada do passado sábado, dia 29.

“Não sabemos a que horas foi, apenas que os vidros foram partidos durante a noite”, avançou ao labor Albino Ferreira, acrescentando: “Tivemos culto na sexta-feira e saímos de lá por volta das 23h00, 23h30, tendo sido só de manhã que reparámos no que tinha acontecido [uma vez mais]”.

Segundo o pastor daquela igreja evangélica situada na Rua Dom Afonso Henriques, junto à Linha do Vale do Vouga, eram cerca das 8h30 quando se depararam com aquele “cenário” ao abrirem o espaço para a escola de música que ali funciona aos sábados de manhã.

O edifício não tem câmaras de vigilância. Apenas tem alarme com sensor de presença.

“Ainda são uns milhares de euros” de prejuízo

Quanto ao prejuízo, Albino Ferreira só ia “recolher orçamentos” na altura em que falou com o nosso jornal, na segunda-feira passada, mas garantiu que “ainda são uns milhares de euros” por se tratarem de sete vidros de dimensão considerável.

Ainda em declarações ao labor, disse não querer “pensar que se trata de perseguição”, mas antes de atos de vandalismo. No entanto, também admitiu que “é estranho” dado o número de vezes em tão pouco tempo.

A localização do CCA nesta zona periférica da cidade de S. João da Madeira não é, em seu entender, razão para tal acontecer. Até porque, conforme contou, “já fui pastor em Vale de Cambra, numa igreja que ficava numa avenida principal, e fizeram exatamente a mesma coisa”.

“Espero que não se repita esta falta de consideração e que haja mais um bocado de respeito”, pediu Albino Ferreira.

Caso participado à PSP

O Centro Comunitário de Avivamento participou a situação à Polícia de Segurança Pública (PSP) de S. João da Madeira. O comissário Hélder Andrade não só confirmou esta denúncia, como também adiantou que o caso está sob investigação. “Houve danos em diversos vidros laterais e também no interior”, contudo, “ao que tudo indica, não chegaram a entrar”, referiu ainda o responsável pela PSP.

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