Seremos hoje capazes, numa antevisão do mundo,

Lá p´ra os dois mil e cinquenta, ganharmos a tal corrida!

Como funcionará o Homem, qual a ideia do profundo

Das relações entre os sexos na disputa pela vida?

Viver-se-á, julgamos, mais, pela bioengenharia,

E interfaces diretos – cérebro/computador –

E depois, mais irrelevante, a vida do dia a dia,

Será que do amanhã nos virá outro sabor?

 

As comissões bioéticas, instaladas já estarão,

Para gerirem novas técnicas de inteligência artificial;

A informação é mais rápida que o avanço dos que são

Os cientistas voltados para caminhos em espiral!

Serão tais as assimetrias criadas pela rapidez,

Da evolução tecnológica! Pois o homem chegará

De um momento para o outro a atingir, mais do que uma vez,

Mundo que julga ser a perfeição que haverá.

 

Procura-se, face à ciência, nos “galopares” do avanço

Respostas às nossas dúvidas, pois somos desconfiados

Na supertecnologia, cujas metas não alcanço;

Meus neurónios e sinapses têm ritmos mais demorados!

Hoje o cérebro é um laboratório em permanente labor,

Leva-nos a espaços e abismos de outros mundos irreais.

Através de mecanismos de algo super criador,

Qual um Deus, mas bem humano de coisas não naturais.

 

Como será a Humanidade no próximo século à vista,

Uma espécie de ficção para nossas frágeis mentes?

Como será o homem nela, oxalá que lhe resista!

Tenha um lugar digno e nobre não robot de outras gentes.

Horizontes diferentes, que ultrapassam o real,

Um real de outros tempos, mais comezinhos, “caseiros”;

As emoções eram nossas, do nosso reino animal,

Corre-se o risco de sermos manipulados por “terceiros”.

Foto de Arquivo Labor

Flores Santos Leite

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