Mágico preparou um “espetáculo especial” para o Hat Weekend 

 Não é a primeira vez que vai atuar em S. João da Madeira (SJM). Em conversa com o labor, Mário Daniel disse ter estado na Casa da Criatividade “há relativamente pouco tempo” com o espetáculo “Fora do Baralho” e, pelo que se recorda, teve “lotação esgotada”.

Convidado pelo Município, através do Museu da Chapelaria, aquele que é o mágico com maior share de audiências da televisão portuguesa da última década volta à cidade amanhã para um “espetáculo de se lhe tirar o chapéu”, gratuito, “feito num grande palco ao ar livre” e que se pretende “muito transversal”. Ou seja, “que agrade de igual forma a crianças e adultos”.

“Este espetáculo será uma espécie de (perdoem-me o estrangeirismo) ‘Best Off’. É composto por alguns dos meus melhores números, que fazem ou fizeram parte de diferentes espetáculos que já tive. Com um toque de originalidade num ou noutro momento envolvendo, claro está, chapéus”, adiantou ao nosso jornal, acrescentando que no que vai apresentar esta sexta-feira, pelas 22h00, na Praça Luís Ribeiro, no âmbito do Hat Weekend, “coexistem humor, suspense, mistério, storytelling, música, interação com dezenas de espetadores e os efeitos mágicos funcionam como efeitos especiais, só possíveis, ao vivo, nesta arte”.

“Deviam existir mais eventos deste género em vez de tantos festivais de música que nos dão mais do mesmo”

Mário Daniel já tinha ouvido falar do Hat Weekend antes de receber o convite para participar nesta terceira edição do evento. Em seu entender, “é fantástico que o Município de S. João da Madeira dê a oportunidade ao público em geral de ter contacto com várias formas de arte, de forma gratuita e num espaço que é de todos”. “Deviam existir mais eventos deste género em vez de tantos festivais de música que nos dão mais do mesmo”, defendeu.

“Faria desaparecer a corrupção e os corruptos. E aparecer… bom senso nas redes sociais! (risos)”

Presentemente, para além deste trabalho “especial” para o Festival do Chapéu de S. João da Madeira, Mário Daniel está a fazer uma digressão com o espetáculo “Minutos Mágicos – O Espetáculo”. Este, na sua opinião, “é muito mais do que um espetáculo de magia. É uma reflexão sobre o que é realidade ou ilusão, já que a forma como diariamente vemos o mundo é apenas uma perceção individual”. “De forma muito interativa e recorrendo, ora ao humor, ora ao mistério, vou demonstrar isso mesmo. As ilusões que apresento neste espetáculo são muito diversificadas, vão desde o mentalismo ao escapismo, do riso ao choro (literalmente)”, referiu ao nosso semanário o ilusionista que se, de facto, tivesse o poder de fazer desaparecer e aparecer coisas/pessoas “faria desaparecer a corrupção e os corruptos. E aparecer… bom senso nas redes sociais! (risos)”.

David Copperfield é uma das suas grandes referências

Mário Daniel é hoje mágico “por influência de muita gente”. No entanto, afirmou ao labor que, “provavelmente, o que teve mais impacto foram os especiais de televisão do David Copperfield emitidos no início dos anos 90 em Portugal”.A par de David Copperfield, o ilusionista tem outras referências como David Sousa, Fred Allen, Tá na Manga,Paul Daniels, Juan Tamariz, Joshua Jay, Dereck DelGaudio, etc..

O primeiro contacto que se lembra de ter com a arte da magia foi aos sete anos de idade. “Andava na escola primária e quando as aulas terminavam ia para o espaço de trabalho do meu pai, um laboratório de análises clínicas, onde um dos seus sócios me fazia alguns truques, que ainda hoje recordo na perfeição. Apesar de nessa altura ser ainda muito novo esses momentos fascinaram-me”, contou, prosseguindo: “O segundo momento marcante foi quando recebi de prenda de Natal uma caixa de magia e estudei os truques afincadamente até perder as peças todas”. Já “o último momento que definiu esse amor pela magia foi quando aos 12 anos um amigo levou um livro de magia para a escola, depois de o ler, a magia já não deixou de fazer parte da minha vida”, completou.

Mário Daniel garantiu ao nosso semanário que se consegue viver apenas da magia em Portugal. Aliás, “consegue-se viver bem de qualquer coisa que façamos com elevada qualidade”.

De qualquer modo, se não fosse mágico, como é licenciado em Educação Física “estaria provavelmente ligado ao treino em alguma das modalidades pelas quais sou também um apaixonado como o ténis e o mergulho”.

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