Câmara aguarda por aprovação de candidatura para avançar com a obra 

Ao que o labor apurou em primeira mão, é intenção da Câmara Municipal (CM) de S. João da Madeira aplicar 200 mil euros de fundos comunitários essencialmente “na construção de passeios” na cidade. Isto, apesar de o projeto (“+Acesso – Promoção da Acessibilidade Inclusiva”) que candidatou ao abrigo de um programa “+Acesso” do Portugal 2020 nesse sentido também contemplar outros trabalhos tendo em vista, igualmente, a melhoria da rede pedonal.

Neste momento, a autarquia aguarda pela aprovação da candidatura, esperando que a mesma chegue “o mais tardar até final do ano” para, então, depois avançar com a obra, conforme o nosso jornal conseguiu saber junto de fonte camarária.

A “área de intervenção” é – segundo a memória descritiva do projeto a que o labor teve acesso em exclusivo – “composta por vias de acesso local, numa extensão de sensivelmente 1.000 metros lineares”, contemplando os seguintes arruamentos:Rua Pedro Martins Palmares|Rua Alão de Morais, Rua Dr. Serafim Leite|Rua Sá Carneiro, Rua Professor Elísio de Moura|Rua Banda da Música|Rua Camilo Castelo Branco e Rua 5 de Outubro|Rua Infante D. Henrique.

A escolha destas ruas e não de outras para “uma intervenção mais imediata”, digamos assim, deveu-se à “ausência de passeios” e às necessidades de “se criar condições para quem tem mobilidade reduzida” e de “se organizar o trânsito”.

Município quer dar mais espaço e segurança aos peões

Através não só dos ditos passeios, mas também da manutenção da sinalização rodoviária (reforço da pintura das passadeiras, eixos de via, guias, bem como a colocação de sinalização vertical e marcadores de pavimento solares a leds nas marcas rodoviárias) e da aplicação de pavimento tátil nas passagens pedonais, a ideia da CM é alargar o espaço dedicado ao peão em detrimento do que é destinado ao automóvel. Tanto é que se prevê “a criação de uma rede de percursos acessíveis de acordo com as regras estabelecidas pelo Decreto-lei n.º 163/2006, que promove a Acessibilidade para Todos, ou seja, uma rede que proporcione o acesso seguro e confortável às pessoas, não esquecendo as pessoas com mobilidade reduzida”, refere o documento consultado pelo nosso semanário.

“Melhorar a inserção urbana, as acessibilidades, bem como a segurança e o conforto que estas proporcionam aos cidadãos, constituem-se como prioridades deste projeto, que contempla as diferentes necessidades dos utilizadores de forma mais inclusiva”. Aliás, este projeto surge na sequência de um outro – “Cidade Inclusiva” – em curso presentemente.

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