Já há vários anos 

Se para a maioria dos sanjoanenses receber correspondência em suas casas é tarefa fácil, para Alexandre Santos já não é bem assim. “Os CTT dizem que vão lá por especial favor”, contou este jovem cucujanense que vive há três anos em S. João da Madeira (SJM) “numa rua sem nome”, como o próprio chamou à atenção do executivo municipal na passada terça-feira.

Foi a primeira vez que Alexandre Santos trouxe o assunto a uma reunião de câmara, mas – conforme adiantou ao labor em conversa tida posteriormente – já tinha sido recebido “pelo secretário do antigo presidente da câmara” pela mesma razão. Aliás, nessa altura, ficou a saber que “havia outras ruas na mesma situação” na cidade.

Alexandre Santos vive na Urbanização Quinta da Senhora da Luz, “na fronteira de três concelhos [SJM, Oliveira de Azeméis e Santa Maria da Feira], numa rua que “não existe” para S. João da Madeira, mas que “da parte de Cucujães tem o nome de Rua Frei António Gonçalves”. Este morador desta “rua sem nome” chega a ter “os contratos da luz, gás”, etc., “com moradas diferentes”, o que, como é óbvio, em vez de facilitar só lhe complica a vida. E, por isso, veio novamente ao encontro da autarquia em busca de uma solução para esta “questão que não envolve custos” e que se arrasta há anos.

Comissão de toponímia “em fase de constituição”

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Em resposta ao munícipe, Jorge Sequeira começou por dizer que “a atribuição de ruas é feita de acordo com um regulamento de toponímia”, acrescentando que já foram dados “passos para constituir uma comissão de toponímia” nesse sentido. “Estamos na fase de constituição para reunir de imediato”, referiu o autarca, dando nota ainda que “temos o levantamento dos arruamentos que não têm nome atribuído”.   

Recorde-se que, como o nosso jornal noticiou oportunamente, o Regulamento Municipal de Toponímia e de Numeração de Edifícios de S. João da Madeira já foi aprovado em reunião de câmara a 8 de janeiro de 2013 e, posteriormente, obteve “luz verde” por parte da maioria dos deputados da Assembleia Municipal (AM) a 21 de fevereiro de 2013, ainda Manuel Castro Almeida era presidente do Município.

O dito regulamento prevê uma comissão municipal de toponímia (CMT) que chegou a ser criada em mandato anterior, contudo, passados todos estes anos, ainda não passou das palavras à ação, digamos assim. Compete à CMT, por exemplo, “propor à câmara a denominação de novos arruamentos ou a alteração dos atuais”.

Aliás, ainda na edição de 4 de janeiro deste ano, o labor avança com uma intervenção de Jorge Cortez, na AM, em que o deputado da CDU lembrava que “as ‘carências’ de toponímia em S. João da Madeira levaram à criação de uma comissão que recolheu propostas das forças políticas e de instituições locais e que “só a força política que represento tinha apresentado quatro sugestões”. 

“Candidata a pior rua de S. João da Madeira”

Alexandre Santos alertou ainda para uma outra rua, também próxima da sua residência, que, em seu entender, podia muito bem ser “candidata a pior rua de S. João da Madeira”, dado o seu mau estado de conservação. Trata-se de uma “porta de entrada da cidade”, quem vem de Cucujães, de Santa Maria da Feira ou até mesmo de Ovar, por onde passam diariamente “muitos carros”.

A propósito, Jorge Sequeira esclareceu que esta “rua em más condições”, embora esteja “aberta à circulação de pessoas e bens”, “não é uma estrada municipal”. “Estamos a trabalhar para resolver este processo”, mas “ainda não conseguimos resolver a questão da titularidade da estrada”, prosseguiu, deixando claro ainda que “a câmara não pode fazer obra em bens que são propriedade de privados”.

E assim sendo, por enquanto, resta à edilidade pedir “desculpas e a compreensão das pessoas” face a este problema.

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