A Praça está morta (de cansaço)!

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A Praça é o local mais falado da cidade. É o espaço frequentado por muitos todos os dias. É o ambiente propício para juntar milhares de pessoas, e assim aconteceu na Festa do Gin. Bem sabemos que nos devemos preocupar constantemente com o estado “de saúde” da Praça e aumentar os seus níveis de vitalidade.                                                                 E se no meio de um turbilhão de pensamentos, nos passa pela cabeça idealizar uma Praça morta? Se assim for, penso que nos devemos questionar se nós próprios estamos vivos. Neste sentido, podemos correr o risco de lhe fazer o funeral que ela nunca terá. Os lugares só morrem se não houver uma única pessoa (realmente) viva que lá permaneça.

Ora, se voltarmos ao início do presente texto, verificamos que a Praça foi presenteada na Festa do Gin com milhares de pessoas. Deste modo, pensarmos, afirmarmos ou desenharmos, no nosso imaginário ou para além dele, que a Praça está morta é surreal e paradoxal.                                                                                                                   Na minha ótica, a Praça – de uma forma personificada, e posteriormente desenhada – teria um rosto com um sorriso rasgado; o seu pensamento muito provavelmente seria: “ alguns consideram-me finda, ao passo que outros (tantos) conservam-me viva”; se a Praça falasse, com certeza diria que: “o foco não deverá estar na previsão da minha morte, mas na continuidade da minha vida”.                                                                                                           Por último, e para que esta personificação fique completa, resta apenas adivinhar o que a Praça sentiria. Pois bem, aposto que o seu sentimento seria uma felicidade e um apreço enormes por aqueles que sempre a visitaram e se preocuparam e, que no fundo, sempre lhe desejaram a vida e não a morte.

Se a Praça fosse uma pessoa e tivesse que fazer prova da sua vida, contrariando, assim a sua anunciada morte, invocaria a Festa do Gin, e teria milhares de pessoas para arrolar como testemunhas. Como testemunha, eu diria que a única morte que por lá passou, emanava de cada um de nós porque estávamos efetivamente mortos (de cansaço)!

A Festa do Gin adquiriu uma grande preponderância, e o crescente sucesso de cada edição está à vista de todos. Poderia elencar um conjunto de razões, para sustentar a afirmação anterior, mas prefiro destacar apenas e só a felicidade das pessoas e a sua descontração. E seria também isto que a Praça, enquanto pessoa, contaria, ou seja, a (celebração da sua) vida.

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