Com ligação direta ao Porto e a Aveiro

No âmbito da Semana Europeia da Mobilidade, o Bloco de Esquerda (BE) deu uma conferência de imprensa a 20 de setembro na estação da Linha do Vouga em S. João da Madeira.

O sanjoanense Moisés Ferreira, cabeça de lista dos bloquistas no circulo de Aveiro nestas eleições legislativas, divulgou as estratégias do partido para melhorar a mobilidade no concelho e no distrito.

No programa legislativo do Bloco de Esquerda é dado “um enfoque especial às questões do ambiente que obviamente entroncam com as dos transportes públicos e da mobilidade”, disse Moisés Ferreira, dando a conhecer quatro eixos “fundamentais” para o Município de S. João da Madeira, em particular, e para o distrito de Aveiro, em geral.

O primeiro passa pela requalificação integral da Linha do Vouga com a criação da ligação direta ao Porto e a Aveiro. “Para quem vive em S. João da Madeira seria uma enorme melhoria de mobilidade” porque Porto e Aveiro são locais “para onde muitas pessoas vão e vêm todos os dias”, considerou o cabeça de lista bloquista.

O segundo eixo estratégico consiste no investimento de 130 milhões de euros para a renovação e o aumento de frota de autocarros, com substituição dos atuais por elétricos, e melhorar a ligação entre concelhos. Atualmente, “a Linha do Vouga não liga todos os concelhos”, indicou Moisés Ferreira ao labor.

O Bloco de Esquerda pretende um aumento da procura dos transportes públicos através da redução de preços e garantir que todos os transportes são integrados no Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes (PART), que permite a qualquer cidadão pelo valor de cerca de 40 euros circular em toda a Área Metropolitana do Porto, chegando assim a todas as áreas intermunicipais. No seguimento deste eixo estratégico, “Portugal deve seriamente caminhar no sentido da gratuitidade dos transportes públicos”, afirmou o líder dos bloquistas por Aveiro, considerando que isto “não é uma utopia, muitos países estão a pensar fazê-lo” e é “algo que fica muito mais barato à economia”, justificando esta afirmação com a substituição dos transportes atuais por elétricos que gerará poupança.

A gratuitidade dos transportes públicos não é uma proposta para 2020, mas “queremos ir caminhando no sentido da gratuitidade”, assumiu Moisés Ferreira ao labor.

O quarto eixo estratégico do Bloco de Esquerda consiste em investir na mobilidade mais suave com a criação de ciclovias e bicicletas partilhadas. “Deve haver um investimento nacional, em articulação com municípios, para que isso possa acontecer”, defende o líder dos bloquistas por Aveiro, considerando que “S. João da Madeira tem uns simulacros de ciclovias que não o são na verdade”, mas que “poderia ter ciclovias, e traçado urbano para bicicletas”, já que traçado “pedonal já tem um pouquinho”. Todas estas medidas vão influenciar as pessoas a “substituir o excessivo transporte individual por outro tipo de mobilidade”, acredita Moisés Ferreira, assumindo estas medidas relacionadas com o ambiente e a mobilidade como “uma urgência que é o combate às alterações climáticas”.

Estação “abandonada”, mas “não é a única”

Enquanto Moisés Ferreira estava a prestar declarações sobre a Linha do Vouga na estação de S. João da Madeira, o labor quis saber qual a sua opinião sobre o facto de estar quase toda pintada e com a vegetação sem que seja aparada. A estação sanjoanense está “abandonada”, mas “não é a única. Em toda a Linha do Vouga elas estão assim”, reagiu o cabeça de lista do Bloco por Aveiro, considerando que “quando algo está abandonado corre o risco que lhe aconteça isto. Quando não está abandonado, não se faz”. No projeto que o BE tem para a requalificação da Linha do Vouga “passa pela requalificação do próprio edificado”, indicou Moisés Ferreira, revelando que as estações “podem servir para muitas outras coisas como a venda de bilhetes, a instalação de comércio, restauração, etc”.

Campanha nas escolas e no Mercado

DR

As ações de campanha do Bloco de Esquerda passaram ainda na semana passada pelas escolas e pelo Mercado Municipal de S. João da Madeira.

Relativamente à área da educação, Moisés Ferreira, acompanhado de outros candidatos e camaradas, destacou que “em 2019 o Bloco conseguiu reduzir as propinas em mais de 200 euros e a gratuitidade dos manuais escolares”, “mas queremos muito mais”.

Já no Mercado Municipal, os bloquistas divulgaram as propostas de “aumento do salário mínimo nacional para 650 euros em 2020, a reforma sem penalizações aos 40 anos de desconto, o aumento das pensões e convergência das mais baixas com o valor do salário mínimo nacional, o aumento do investimento no Serviço Nacional de Saúde e reforço dos cuidados prestados à população e a criação de uma rede pública de creches e jardins de infância”, lê-se no comunicado enviado pela concelhia do partido ao labor.

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