Mais de três meses depois de eleitos os órgãos sociais da Associação Desportiva Sanjoanense para o biénio 2019/2021 foi apresentado o relatório de contas referente ao ano de 2018 e o balanço é positivo. Numa assembleia geral realizada no passado dia 20 de setembro, Luís Vargas, presidente da coletividade, destacou a diminuição do passivo em cerca de 100 mil euros relativamente ao ano anterior, com a diminuição da dívida a passar dos quase 499 mil euros para pouco mais de 400 mil.

Perante cerca de 50 associados, o dirigente sublinhou “o cumprimento escrupuloso e rigoroso da contínua redução do passivo” ao longo dos vários mandatos à frente dos destinos do clube alvinegro “sem descurar a qualidade e quantidade de atletas e equipas”.

Já as despesas do clube também acompanharam o passivo com uma diminuição na ordem dos 36 mil euros, passando dos 583 em 2017 para 547 em 2018. Já o volume das receitas alterou-se no sentido inverso, com o clube a registar um aumento de cerca de 28 mil euros em comparação com o ano transato, tendo-se situado nos 679 mil. Fatores que permitiram que o exercício terminasse com um resultado líquido positivo de mais de 132 mil euros.

“O aumento substancial de cerca de 30 mil euros nas cotas dos atletas e de 63 mil euros nas transferências e direitos de formação”, são apontados por Luís Vargas como tendo contribuído, significativamente, para a diminuição do passivo, com o dirigente a explicar ainda que o “resultado de 150 mil euros diz respeito aos objetivos alcançados pelo atleta André Pereira, ao serviço do FC Porto, e ao valor pelo qual foi avaliado o passe de atleta Murilo, para a constituição da SAD”.

Luís Vargas, que destacou a diminuição de várias despesas, realçou também a “diminuição dos encargos bancários, que ficaram reduzidos a 6.300 euros, referentes a empréstimos contraídos pela direção em função no biénio 2007/2009, na ordem dos 330 mil euros”, e o aumento do capital social com a participação do clube na SAD para 35%.

Mas nem tudo foi positivo para o dirigente, que destaca o “atraso comprometedor na apresentação das contas”. “Não por existir algum receio em apresentá-las, pois os sucessivos relatórios demonstram o inverso, mas por condicionalismos internos e externos”, explicou Luís Vargas, sublinhando também uma diminuição “na ordem dos 2.000 euros” nas cotizações de sócios.

No aspeto desportivo, para além dos vários títulos alcançados, quer no capítulo individual como coletivo, o presidente destacou a atribuição da Certificação de Entidade Formadora 4 estrelas ao futebol de formação da Sanjoanense por parte da Federação Portuguesa de Futebol, reconhecimento que para o dirigente “eleva ainda mais os pergaminhos do clube, aumentando, igualmente, o nível de exigência interna”.

João Almeida, presidente do Conselho Fiscal, numa breve intervenção, enalteceu o que “tem sido uma tendência positiva” ao longo dos últimos anos, destacando “o resultado positivo, o segundo melhor dos últimos 10 anos, e a redução do passivo de um ano para o outro em cerca de 20%”. Como negativo sublinhou o atraso na apresentação e aprovação de contas, situação que acredita que “penaliza a própria imagem do clube”, e apelou para que “as boas práticas se estendam à aprovação das contas em tempo útil”. “Sem evidencia de desconformidades nas contas apresentadas”, as mesmas acabariam aprovadas.

Remuneração do presidente aprovada

Com oito pontos na ordem de trabalhos, destaque também para a fixação da remuneração do presidente da direção da ADS, com Luís Ferreira a esclarecer que os estatutos do clube definem que essa situação deve ser definida no início de cada mandato, tendo sido proposto “os mesmos montantes atualmente em vigor, ou seja, três salários mínimos”.

Com um parecer obrigatório do Conselho Fiscal relativamente à situação, João Almeida referiu que, “não havendo alteração áquilo que estava em vigor no mandato anterior e alteração no sentido negativo da evolução da situação financeira do clube, o Conselho Fiscal não vê razão para não aprovar esta remuneração”, explicando, no entanto, que não cabe ao órgão “aferir da justeza ou não desta remuneração”. Manuel Correia, que liderou a lista derrotada nas eleições e que defendia a não remuneração de presidentes, referiu que mantinha “a mesma forma de pensar”, “por uma questão de coerência”, relativamente ao ponto em discussão, que acabou aprovado por maioria.

Foram ainda discutidos na reunião o Relatório de Atividades da época 2018/2019 e o Plano de Atividades e Orçamento para a temporada 2019/2020 bem como a proposta de criação de uma comissão de revisão dos estatutos da Associação Desportiva Sanjoanense e que, segundo Luís Ferreira, deverá apresentar “uma proposta até ao primeiro semestre de 2020”.

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