Que tem sido “muito dedicada às pessoas” e “menos aos contactos institucionais”, disse João Almeida, cabeça de lista do partido por Aveiro

A campanha do CDS-PP para as eleições legislativas deste domingo, dia 6 de outubro, tem sido “muito dedicada às pessoas” e “menos aos contactos institucionais”, disse João Almeida, cabeça de lista do partido por Aveiro, durante a conferência de imprensa dada esta segunda-feira em S. João da Madeira.

Por um lado, considera que ele e António Carlos Monteiro, deputados eleitos no distrito aveirense nas últimas eleições legislativas, fizeram os contactos institucionais em quase todas as instituições ao longo dos últimos quatro anos. Por outro, mantiveram o contacto com as pessoas nos mercados, feiras, saídas de fábricas e escolas, quando os encarregados de educação vão buscar os filhos.

O balanço da campanha eleitoral tem sido “bastante positivo porque permitiu estar com muito mais gente e permitiu conversar com as pessoas, com aquelas que se interessavam mais e queriam colocar questões, com muito mais tranquilidade do que se conseguiu em campanhas anteriores”, afirmou João Almeida.

Ao longo das ações de campanha conseguiram sentir a existência de “um desinteresse assinalável das pessoas. Portanto, há aqui um desafio muito grande de todos os partidos nestas eleições que é conseguir reduzir substancialmente a abstenção em relação às europeias”, revelou.

Entre as prioridades apresentadas pelo partido durante a campanha estão o baixar impostos às pessoas que permitirá que “fiquem com mais rendimento” e “vai melhorar o seu nível de vida”. Já a mesma medida aplicada às empresas possibilitará que “consigam criar sobretudo mais emprego e paguem melhor”, indicou o cabeça de lista do partido. Para o CDS-PP “há um desequilíbrio que deve ser corrigido” entre o que é produzido em Aveiro e o que é o investimento nacional no distrito. “Não faz sentido que num distrito em que se produz e trabalha tanto, não tenhamos investimentos que depois sejam eles próprios potenciadores desta capacidade produtiva” por exemplo em termos rodoviários e ferroviários, apontou João Almeida.

Uma “preocupação ambiental da qual não desistimos é a questão do ´Casqueira´ que já nesta legislatura insistimos muito com o Ministério do Ambiente para que Agência Portuguesa do Ambiente fosse efetiva na fiscalização. Não temos interesse nenhum em limitar a atividade económica, mas temos a exigência de que sejam cumpridas as regras e que a qualidade de vida das pessoas seja assegurada”, esclareceu o candidato do CDS. Se a requalificação da Linha do Vale do Vouga for “à da linha toda vai-se perder alguma eficiência”, afirmou João Almeida, considerando que “a parte Águeda-Aveiro tem viabilidade, a parte Oliveira-Espinho também tem”, mas assumindo terem “muita dificuldade em considerar que o troço entre os dois, atualmente desativado para passageiros, tenha viabilidade”. Para além disso, a verba de 75 milhões de euros inscrita no Plano Nacional de Investimentos é “muito baixa” para o projeto.

O Hospital de S. João da Madeira que foi reclassificado com uma Urgência Básica, depois de ter perdido a Urgência Médico-cirúrgica, e a obra na Estrada Nacional 223 foram “duas grandes prioridades” pelas quais o partido lutou e atualmente estão “em melhor caminho do que estavam” no início da legislatura, realçou o candidato do CDS. Em relação ao Hospital de S. João da Madeira, a intenção do partido é “fazer uma avaliação daqui a algum tempo para ver se este está a responder a todos os desafios”, adiantou João Almeida.

“Todos os votos que conseguirmos à direita vão combater aquilo que não queremos que é uma maioria de esquerda”

A poucos dias das eleições legislativas, “a maior garantia que conseguimos dar é que com o reforço da votação no CDS se reforça também a capacidade que eu próprio e que outros deputados que sejam eleitos por Aveiro podem ter dentro do grupo parlamentar do CDS”, salientou João Almeida.

Por sua vez, Ricardo Mota, presidente da concelhia do CDS-PP, esclareceu que “todos os votos que conseguirmos à direita vão combater aquilo que não queremos que é uma maioria de esquerda”, considerando o seu camarada João Almeida como “aquele que mais assertivamente e com mais relevância estará no parlamento a defender S. João da Madeira”.

 

Hospital S. Sebastião “num estado dramático”

Neste momento o Conselho de Administração do CHEDV, que integra os hospitais de S. Sebastião (Santa Maria da Feira), de S. João da Madeira e de S. Miguel (Oliveira de Azeméis), está “em funções sem mandato” o que representa “uma questão institucional grave”, considerou João Almeida durante a conferência de imprensa.

O cabeça de lista do CDS-PP por Aveiro afirmou que o Hospital de S. Sebastião está “num estado absolutamente dramático” depois de ter ficado a saber “em conversa com bombeiros” que o “trauma vai todo para Gaia porque algo não está a funcionar”.

Neste momento “a nossa preocupação maior” é em relação aos “casos mais graves” devido ao “congestionamento e à carência de meios quer humanos, quer materiais no hospital da Feira”, revelou João Almeida.

O candidato dos centristas revelou ainda ter “informação de que há muita manutenção a equipamentos que não está a ser feita e faz com que esses equipamentos não estejam disponíveis”.

Centro hospitalar “não comenta declarações de campanha eleitoral”

“O CHEDV não comenta declarações de campanha eleitoral”, respondeu o centro hospitalar através do seu gabinete de comunicação depois de confrontado com estas informações por parte do labor.

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