Com o “Mundo às Costas”

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São alunos que andam todos os dias com a mochila às costas. Refiro-me ao peso que as crianças e, muito em particular, os adolescentes, carregam todos os dias de casa para a escola e da escola para casa, com desvios pelas várias atividades que vão tendo ao longo do dia. A pé, no transporte público, no carro dos pais, certo é que andam (alunos) vergados ao “peso da sabedoria” ou dos erros do sistema educativo.

O peso das mochilas ou sacos não deveria exceder os 10 por cento do peso do adolescente, mas a média, segundo um estudo realizado pela Faculdade de Ciências Médicas em 2009, e que nos tempos de hoje não alterou, é muito superior aos 10 por cento. Não se podendo alterar o estado das coisas (embora se possa repensar em cada dia o que é necessário levar para a escola), é aconselhável que as tiras da mochila devam ser largas e não dobradas para que a circulação sanguínea e os próprios nervos não sofram compressões. 

A mochila deve ter uma parte rígida (a que confina com as costas) para que o aluno não se possa magoar, o peso deve ser dividido por vários compartimentos (caso os tenha), a mochila deverá ser usada como deve ser, com as duas alças bem centradas e não assente num só ombro.

Levar só num ombro pode levar a lesões graves na coluna ou musculares. Apesar de tudo, é melhor mochila de duas alças do que um saco, mas de vez em quando deve-se descansar, pousando a mochila. No entanto, estudantes que tenham problemas nas costas não devem acarretar pesos sem consultar o seu médico assistente.

A isto é essencial os pais articularem, para que os seus filhos estudantes revejam, diariamente, o que levam na mochila de forma a que o descuido não leve a acarretar com os livros e outros materiais que não sejam necessários para o dia.

Mais se chama atenção para que o excesso de peso pode ser prejudicial à saúde, numa altura em que a massa muscular e óssea está em crescimento, podendo ficar moldada de forma deficiente. Os pais deverão estar atentos a este aspecto, que tantas vezes passa despercebido, porque as alterações não surgem de um dia para outro nem provocam queixas agudas que chamariam atenção. Mas o mais importante do que a perseguição infrutífera às mochilas é garantir que, pelo menos, para compensação, os alunos tenham a oportunidade de fazer desporto, seja na escola seja como actividade extracurricular, bem como explicar-lhes e debater com eles as vantagens de assumirem uma postura o mais direita possível, no uso da mochila. Assim é pela saúde dos seus!

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