“Diminuir o tempo de espera entre a desocupação de um imóvel e a sua recolocação no mercado de arrendamento” é o objetivo da Habitar S. João 

 

Jorge Sequeira, acompanhado de alguns vereadores e também de elementos da empresa municipal Habitar S. João, dedicou o final da manhã da passada quinta-feira a uma visita a apartamentos de habitação social no Bairro do Orreiro.

Na ocasião, a comitiva camarária visitou dois “imóveis [um dos quais um apartamento de emergência] que fazem parte de uma empreitada de reabilitação [promovida pela Habitar S. João] de 20 apartamentos [de tipologias T2, T3 e T4]  que está em curso e estará concluída antes do fim do ano”, começou por adiantar aos jornalistas o autarca de S. João da Madeira (SJM), acrescentando que “este ano vamos reabilitar 36 apartamentos nos bairros sociais [da cidade] e colocá-los ao serviço das famílias que necessitam de habitação”. Recorde-se que em 2018 foram reabilitados 16. Ou seja, em dois anos o atual executivo intervencionou 52 apartamentos de habitação social.

“Diminuir o tempo de espera entre a desocupação de um imóvel e a sua recolocação no mercado de arrendamento” é o “objetivo” da Habitar S. João. Aliás, o “esforço muito significativo”, “o investimento adicional [de 60 mil euros] que fizemos este ano”, foi, precisamente, “para recuperar algum passivo que nesta matéria existia no passado”. Segundo Jorge Sequeira, “os apartamentos não podem estar [fechados] dois, três anos, à espera de serem reabilitados”.

Investimento de cerca de 100 mil euros só em 2019

Em 2019, entre esta empreitada (de cerca de 60 mil euros), ainda em curso, e a anterior (que rondou os 35 mil euros), o Município investiu, “grosso modo”, 100 mil euros no total. “Tem de haver aceleração e cadência na recuperação” de habitação social, defendeu o edil.

GN

E isto porque, primeiro, “a procura é grande (há aproximadamente 200 pessoas à procura de habitação inscritas)” e, depois, porque “temos de ter uma capacidade de emergência instalada desejando que esta nunca seja utilizada”, justificou.

Depois desta intervenção no Bairro do Orreiro, a autarquia passa a dispor de dois apartamentos de emergência (o outro situa-se na Mourisca). No caso do Orreiro, é um T3 que está igualmente disponível para “acorrer a situações de desalojamento, violência doméstica ou de outro tipo, em que seja necessária uma resposta imediata e temporária”, conforme explicou Jorge Sequeira,

O responsável político deu nota ainda do apartamento de autonomização (T4), também no Orreiro, que já está em funcionamento fruto de uma parceria com a Santa Casa da Misericórdia, e que recentemente iniciaram uma “experiência de habitação partilhada”. Esta última não é uma situação nova em SJM, mas é a primeira vez que está a ser posta em prática neste mandato.

Trata-se de duas mulheres seniores, isoladas, que chegaram a acordo entre si num processo mediado pelos serviços da Habitar S. João e decidiram partilhar um apartamento. Isto, no entender do líder autárquico, “é extremamente importante, porque acelera a resposta em termos da lista de espera que temos, permite rentabilizar melhor os apartamentos” e é “também uma forma de combater o isolamento”.

GN

De acordo com Paulo Gaio, vereadora da Ação Social, Inclusão e Habitação, estas duas pessoas “não se conheciam”, contudo, “quando fizeram a inscrição na habitação social manifestaram essa disponibilidade e já estão a viver juntas há três meses”. “A maior parte das pessoas diz que não”, chamou à atenção.

 

 

1.349 Sanjoanenses residentes em habitação social

Com base no plano de atividades e orçamento da Habitar S. João para o ano de 2019 a que o labor teve acesso, dos 21.713 residentes em S. João da Madeira (fonte INE), 1.349 vivem em 605 apartamentos de habitação social distribuídos pelos vários bairros sanjoanenses (Barbezieux, Bombeiros, Fundo de Vila, Mourisca, Orreiro, Parrinho e Travessas). Destes residentes, 344 são maiores de 65 anos, 241 dependentes menores de 18 e os restantes 764 situam-se nas outras faixas etárias.

No caso do Bairro do Orreiro, existem 286 fogos habitados por 631 pessoas, sendo que entre estas 101 têm mais de 65 anos de idade e 128 são menores de 18. Ainda no Orreiro, residem 85 agregados compostos por um indivíduo e 201 com mais de um elemento.

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