Vitória do PS, de Pedro Nuno Santos e de Jorge Sequeira

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Depois de quatro anos de governação, o Partido Socialista (PS) foi recompensado com uma grande vitória eleitoral, elegendo 106 deputados, mais 21 do que em 2015. Os portugueses reforçaram, assim, a sua confiança no programa e na visão que o PS tem para o desenvolvimento do país e que ao longo da legislatura permitiu a reposição e devolução de rendimentos, o descongelamentodas carreiras, a subida do salário mínimo nacional, o crescimento económico, a estabilidade financeira, a redução da taxa de desemprego e a permanência do país na União Europeia e na Zona Euro, numa conjugação que muitos diziam ser impossível.

Mas se o PS é o grande vencedor das eleições, a direita tradicional é a grande derrotada. O PSD e o CDS juntos perdem 22 deputados e mais de 425 mil votos, o que só por si abriu portas à entrada dos liberais e da extrema-direita – que foi patrocinada nas autárquicas por Passos Coelho – no parlamento.

E se Assunção Cristas tirou rapidamente as devidas ilações dos resultados eleitorais – que não desceram ao táxi de Adriano Moreira, em 1987, ficando-se por uma versão moderna de um tuk-tuk, onde podem viajar os cinco deputados eleitos –, a verdade é que Rui Rio bracejou desastrosamente a jornalistas, analistas e companheiros de partido na esperança de encontrar uma boia que o mantenha à tona, não entendendo sequer que só as sondagens péssimas fizeram um mau resultado parecer assim-assim. Mas como escreve o deputado socialista, eleito pelo círculo eleitoral de Aveiro, Porfírio Silva: “nem tudo pode correr mal a Rui Rio: Cavaco Silva apareceu para se posicionar contra ele”.

À esquerda, o BE perdeu votos, mas manteve o número de deputados, enquanto a CDU manteve a rota decrescente dos últimos escrutínios, o que faz pressentir novidades para o congresso comunista previsto para o final de 2020. Já o PAN reforçou a sua posição e o Livre poderá representar uma lufada de ar fresco com a entrada da esquerda verde na Assembleia da República, se resistir à radicalização da mensagem que as suas bases parecem esporadicamente impulsionar.

Mas se a nível nacional os resultados são claros e as análises abundam nas televisões e nos jornais, não resisto a partilhar cinco pontos sobre os resultados a nível local e distrital:

  • No distrito de Aveiro, o PS é o partido mais votado, tendo percentualmente o segundo melhor resultado deste século em legislativas, só ultrapassado pelos obtidos em 2005 – o ano da única maioria absoluta socialista;
  • Passados 14 anos, é a lista encabeçada por Pedro Nuno Santos que volta a merecer a confiança da maioria do distrito. E este não é mais do que o justo reconhecimento pelo papel basilar que, sobretudo enquanto secretário de estado dos Assuntos Parlamentares, desempenhou num momento histórico da democracia portuguesa, que resultou em quatro orçamentos aprovados pela esquerda nos últimos quatro anos;
  • Esta vitória no distrito, que é também a maior em número de votos no PS em legislativas nesta década, não seria tão expressiva sem uma campanha eleitoral mobilizadora, dinâmica e elucidativa, só possível pela liderança forte de Jorge Sequeira na distrital de Aveiro do PS;
  • E Jorge Sequeira é duplamente vencedor, já que em S. João da Madeira o PS volta a vencer em todas as secções de voto e com um crescimento de 6% relativamente às legislativas de 2015. Estes resultados, quando se cumprem agora dois anos após as eleições autárquicas que o elegeram presidente do município, reforçam a confiança dos sanjoanenses no trabalho que tem sido desenvolvido pela Câmara Municipal e resultam numa responsabilidade e motivação acrescida para o que resta deste mandato;
  • O PS, após três vitórias eleitorais consecutivas em S. João da Madeira – autárquicas, europeias e legislativas -, assume-se como a maior força política na cidade e que merece maioritariamente a confiança dos sanjoanenses. E este acontecimento histórico, que rompe com uma hegemonia de quatro décadas, dá-se inteiramente com a liderança abnegada e dedicada de Rodolfo Andrade na Comissão Política Concelhia do PS, a qual tenho o orgulho de à mesa presidir. Sem sobrancerias e falsas modéstias: este órgão político, o seu líder, os seus membros e o trabalho que desenvolvem muito tem contribuído para estas vitórias eleitorais.
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