Pobreza

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17 de outubro é Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, um dia devotado a combater a pobreza no Mundo. Foi criado em 1992, depois de, cinco anos antes, nesse mesmo dia, um número indeterminado de pessoas a julgar mais de 100 mil, se ter juntado para chamar à atenção sobre as pessoas que são afetadas pela fome e pela pobreza.

Tudo aconteceu graças a um francês Joseph Wresinsvi, filho de imigrantes polacos e espanhóis que, em criança era muito pobre e, quando cresceu, decidiu tornar-se padre e dedicar a sua vida a lutar contra a pobreza, para que mais ninguém tivesse de passar pelas dificuldades que passou.

Mas para a pobreza ser combatida, é preciso que seja entendida tal e qual como ela é. E a verdade é que ser-se pobre pode significar muitas coisas diferentes.

O Banco Municipal define como “pobreza” alguém “viver com menos de um dólar americano por dia” (o que corresponde a, aproximadamente 91 cêntimos em euros).

Mas há duas maneiras essenciais de compreender e medir a pobreza. A primeira é a ideia de pobreza absoluta, que é quando não se consegue ter sequer as necessidades básicas para viver, como comida, roupa e uma habitação.

E ainda há a pobreza comparativa, que é medida conforme o contexto social em que as pessoas estão inseridas, isto é, nas desigualdades que existem entre a nossa riqueza e a dos outros e na qualidade de vida que conseguimos ou não ter.

A UNESCO estima que aproximadamente mil milhões de pessoas em todo o Mundo vivam em pobreza extrema, a grande maioria delas em zonas rurais.

A região do Mundo mais afetada pela pobreza é a África subsariana (correspondente à parte do continente africano situada ao Sul do deserto do Saara).

Mas também em Portugal há pessoas a passarem grandes dificuldades. Em 2018, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE) o risco da pobreza baixou. Há menos de 196 mil pessoas em risco de pobreza ou exclusão social, mas  o fenómeno continua a atingir cerca de 2,2 milhões de portugueses.

Fica a saber que em Portugal é considerado em risco de pobreza quem recebe menos de 5.060 euros por ano.

E mesmo que o dinheiro seja uma grande parte disto tudo, a pobreza não é só uma questão financeira. É também uma questão social, política e cultural. Isto significa que é muito influenciada pela forma como as pessoas se comportam umas com as outras, pelas políticas  que os governos aplicam e pelo investimento na educação. Há até países com grande crescimento económico, mas onde as pessoas continuam a viver sem acesso a cuidados de saúde nem a escolas.

A miséria é obra dos homens e só os homens a podem destruir.

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