Educação falsa prioridade para esta câmara/PS?

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Durante a campanha eleitoral para as autárquicas o PS local, assumiu que a sua prioridade seria a Educação, sendo que na tomada de posse deste executivo reiterou essa aposta e, não haja dúvida que deu continuidade ao que o executivo anterior tinha projetado, acrescentando algumas medidas que são benéficas para as nossas crianças e jovens, como é o caso da hora coadjuvada de Educação Física no ensino básico. No entanto, esta medida ficou muito aquém da promessa eleitoral que havia sido feita, de que TODAS as crianças que frequentem o ensino Básico em S. João da Madeira, iriam beneficiar de uma hora de Educação Física diária.

Então, questiono-me: as Artes são o parente pobre da Educação em S. João da Madeira?

Apesar de aceitar que a prática desportiva é fundamental, não podemos deixar que o estímulo das artes seja descurado, pois a nível intelectual é, igualmente, benéfico.

O que é que a câmara pretende fazer nessa área? Não é importante, ao que parece!

No edificado, também é certo que substituíram as coberturas que continham amianto, mas com o deficiente planeamento e acompanhamento das obras, fizeram com que a EB1 de Fundo de Vila ficasse num estado impróprio, para poder ser frequentado pelas crianças, sendo que a solução passará por ser o seu encerramento que terá a duração de um a dois anos letivos, devido a uma intervenção de fundo que não estava planeada.

É, também, importante referir os problemas que se mantêm em várias escolas de pequena monta que subsistem sem solução por parte da autarquia e que vão caindo no esquecimento.

A parte humana das escolas, vive acorrentada a uma lei que tem tanto de estúpido, como de benéfico para os cofres do Estado. A Lei dos Rácios, a famosa Portaria n.º 272-A/2017, não tem em conta coisas que, para nós comuns mortais são óbvias, tais como: o número de edifícios de cada escola, o número de andares que cada escola tem, o tipo de serviços que a escola presta aos seus alunos, nomeadamente: a reprografia, a biblioteca, a cantina, etc.. Mas, leva em conta pasmem-se: os AO (assistentes operacionais), que mesmo entrando na reforma no dia 2 de janeiro, continuam a contar para os rácios durante todo esse ano civil. Assim como, os AO que estejam de baixa prolongada (alguns com a duração de mais de um ano) e, que também continuam a contar para os rácios. Os AO que tenham limitações físicas, devidamente, atestadas por Junta Médica e que mais uma vez, também continuam a contar para os rácios como elemento, perfeitamente, apto para todo o serviço. Ora, então, independentemente, de todas as situações/causas acima referidas, o facto de os AO não estarem, efetivamente, ao serviço, não tem qualquer importância para o Estado pois, de acordo com a lei, o rácio está a ser cumprido, logo o que realmente acontece, a realidade que as escolas vivem e as dificuldades que enfrentam não são relevantes para este Governo.

O Estado abriu concurso para a contratação de 1.067 Assistentes operacionais, no entanto, o efeito prático dessa medida foi que num país, onde existem 808 agrupamentos de escola é  relativamente fácil de perceber que estes números seriam uma gota no oceano e, que quando se olha para os concursos e para essas contratações, aquilo que aconteceu foi apenas estético, porque quem  tinha prioridade nesse concurso eram, efetivamente, os AO que já tinham contrato precário e que por via do concurso passaram a ter vínculo efetivo com o Estado, ou seja, quase nenhum destes tais 1.067 “novos” Assistentes Operacionais vieram, de facto acrescentar novos elementos às fileiras das nossas escolas.

Não fico surpreendido quando se encerram escolas ou serviços, como o usufruto de pavilhões desportivos, cada vez que um Assistente Operacional mete baixa, pois é a austeridade encapotada que temos!

Muito se apregoa sobre a proximidade entre este executivo camarário e o Governo. Então, pergunto: o que é que esta câmara fez para que se altere este paradigma?

Ao que parece, nada ou muito pouco.

Devemos focar-nos no que é mais importante: nas nossas crianças que são e serão sempre a Esperança para novas mudanças e para um Futuro melhor. Devemos apostar, de forma ponderada e assertiva nos Ensinamentos e exemplos que queremos que lhes sejam deixados, para que estes possam ser seguidos e continuados por esta nova geração.

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