Gostava de ser menino ou voltar à nossa infância.

P´ra rever o que sabemos no tanto de conhecer,

A tanta informação, de alguma irrelevância,

De um saber adquirido; melhor seria…não saber?

Quem me dera ser menino, regressar à meninice!

Agora no fim da estrada, fica o querer sem poder,

A memória fugidia, desejo de gulodice,

De um simples chupa-chupa, que entretinha o nosso querer.

 

Foi-se essa era cronológica, chegou-se ao contemporâneo,

Fez-se a análise, mas sintética, movediça no deserto,

A clepsidra dos anos, onde um rio subterrâneo

Continua a esvaziar águas, águas turvas, o mais certo…

Quem nos dera embarcar numa canoa sem remos.

Que nos levasse de novo ao cordão umbilical,

Onde correm os elementos que nos deram o que vivemos.

Mas somente a meninice, sem ciências, o essencial!

Longo foi o caminho andando, entre a noite e a alvorada.

Tropeçamos na ciência, no amor, vicissitudes…

Atingiu-se o azimute, tudo foi, não faltou nada,

Ou faltou algo entretanto…talvez nobres atitudes?

Muito terá sido feito, tudo talvez num geral!

O homem está satisfeito, descobriu tanto segredos.

Sua existência o vulcão, entrou, saiu o portal

Andou de lá para cá, mas…não foram os nossos medos.

DR

Flores Santos Leite

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