AD Sanjoanense, 3 – UD Oliveirense, 4

Jogo no Pavilhão da Associação Desportiva Sanjoanense.

Árbitros: Paulo Almeida e André Portal (Aveiro).

AD Sanjoanense: Tiago Freitas (gr), Facundo Navarro, José Almeida, Pedro Cerqueira e Xavier Cardoso.

Suplentes: Alex Mount, Tiago Almeida, João Cruz, João Lima, Marco Lopes (gr) (cap).

Treinador: Vítor Pereira.

UD Oliveirense: Nelson Filipe (gr), Marc Torra, Jordi Bargalló, Jorge Silva e Henrique Magalhães.

Suplentes: Xavier Barroso, Vítor Hugo, João Almeida, Ricardo Barreiros (cap) e Xavier Puigbi (gr).

Treinador: Renato Garrido.

Ao intervalo: 1-2.

Ação disciplinar: Cartão azul para Facundo Navarro (32’), Xavier Cardoso (50’).

Marcha do Marcador: 1-0 por Facundo Navarro (10’), 1-1 por Jorge Silva (12’), 1-2 por Marc Torra (18’), 1-3 por Jordi Bargalló (32’), 2-3 por José Almeida (32’), 3-3 por João Lima (36’), 3-4 por Jordi Bargalló (38’).

Num derbi regional a contar para a quarta jornada do Campeonato Nacional, o pavilhão alvinegro esgotou, com cerca de 2.000 pessoas, para um daqueles jogos em que a Sanjoanense, mesmo defrontando uma Oliveirense toda ela profissional, em nada foi inferior ao adversário, e isso foi evidente em toda a partida. Foram os alvinegros que entraram melhor no jogo, inaugurando a partida por intermédio de Facundo Navarro com um grande golo, mas a experiência dos visitantes fez-se sentir, pois em oito minutos viraram o marcador para 1-2, resultado que não voltaria a sofrer alteração até ao intervalo.

Na etapa complementar, com duas equipas a proporcionar um bom espetáculo, coube a Marc Torra ampliar o score para 1-3. A desvantagem não abalou uma Sanjoanense que teimava em não baixar os braços e com dois golos de diferença partiu à procura da recuperação com uma vitamina chamada público. E foi com todo o mérito que os alvinegros chegaram ao empate a três bolas, e Pedro Cerqueira, de grande penalidade, podia mesmo ter dado a cambalhota no resultado, mas não conseguiu bater o guardião oliveirense. Os visitantes aproveitaram e foi por intermédio de Jordi Bargalló que passaram novamente para a dianteira. O argentino Facundo Navarro ainda teve a hipótese de empatar a quatro bolas partida através de um livre direto a castigar a décima falta da equipa de Oliveira de Azeméis, mas, mais uma vez, os locais foram perdulários.

Num jogo de parada e resposta, com indefinição do resultado até ao fim, a Sanjoanense perde mais um encontro por culpa própria por não conseguir concretizar alguns lances de bola parada. Fraseando um pouco a expressão de “David contra Golias”, com um pouco de sorte poderia ter havido uma surpresa já que a Sanjoanense em nada foi inferior a uma Oliveirense recheada de vedetas internacionais.

Os alvinegros continuam à procura da primeira vitória neste campeonato que vai com quatro jornadas cumpridas. Para sábado espera-se uma partida sempre difícil dos alvinegros na sua deslocação a Paço Arcos em jogo que terá o seu início pelas 20h00.

Encontro termina com confusão e equipas reagem com comunicados

Um pavilhão completamente lotado entre duas equipas vizinhas e de grande qualidade fazia prever um grande espetáculo e foi isso que se verificou dentro das quatro linhas. Mas no final o encontro ficou marcado por alguns incidentes que levaram a formação de Oliveira de Azeméis a emitir um comunicado onde se mostra “profundamente indignada com os acontecimentos ocorridos”. Na mensagem, os visitantes sublinham que ao longo de todo o encontro o banco da Sanjoanense foi ativo na provocação”, criando dessa forma “um clima de agressividade dentro e fora do ringue”, comportamento que, segundo a equipa oliveirense, que refere que dois dos seus atletas foram agredidos, “contagiou as bancadas”. “Tudo perante a passividade das parcas forças policiais”, pode ler-se ainda na mensagem.

Face às acusações, a Sanjoanense reagiu da mesma forma e num comunicado a formação alvinegra mostra-se “surpresa com o que foi escrito”, sublinhando que “repudia todo o tipo de comportamento inadequado” e garante que as “alegadas agressões que clube de Oliveira de Azeméis reivindica simplesmente não existiram”. “Existiram sim inúmeros lances que irão sempre ser discutíveis, dependendo do símbolo que cada pessoa defende”. Quanto às provocações a Sanjoanense sublinha que “não é possível controlar tudo o que se diz num pavilhão com mais de 2.000 pessoas, mas seria de esperar que um clube da dimensão da UD Oliveirense soubesse superar provocações que fazem sempre parte de um dérbi desta magnitude”.

Definindo o encontro de sábado como “um autêntico hino ao hóquei em patins e ao desporto”, a Sanjoanense reconhece alguma responsabilidade pela confusão gerada na zona de acesso aos balneários, mas não assume a culpa sozinha e garante que não vai entrar em “guerrilhas de comunicados”, sublinhando, no entanto que “o único cartão federativo apreendido pela equipa de arbitragem no final do jogo pertenceu a um elemento ligado à Oliveirense”.

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