As obras da Coleção de Arte Bruta de António Saint Silvestre e Richard Treger voltam a dar origem a uma nova exposição, desta vez a “Lusofolia: A Beleza Insensata”, cuja inauguração realiza-se este sábado, dia 9 de novembro, pelas 18h30, no Centro de Arte Oliva.

Entre os cerca de 70 trabalhos de desenho, pintura e escultura estão obras dos portugueses Jaime Fernandes, Artur Moreira, C.V.M. (Carlos Victor Martins), José Ribeiro, Manuel Bonifácio, dos irmãos Manuel e Ana Carrondo, Rui Lourenço, Serafim Barbosa; e dos brasileiros Albino Braz, Camilo Raimundo, Evaristo Rodrigues, Jesuys Crystiano, José Teófilo Resende e Marilena Pelosi. Os trabalhos dos anónimos angolanos vão ser apresentados em coletivo.

No meio de todas estas sobras da Coleção Treger/Saint Silvestre existe uma de Paula Rego que foi pedida à Coleção Norlinda e José Lima e a exibição do filme “Eternity has no door of Escape | Encounters with Outsider Art” sobre a história da Arte Bruta com referência à coleção existente no Centro de Arte Oliva, realizado em 2018, por Arthur Borgnis. Esta exposição é comissariada por António Saint Silvestre que conhece esta coleção melhor do que ninguém e que ao longo de mais de 20 anos dirigiu com Richard Treger uma galeria dedicada à Arte Bruta, Outsider e Singular em Paris.

Primeira grande exposição dos R2 em Portugal

Estúdio Goma

Em simultâneo com a de Arte Bruta vai ser inaugurada a exposição “R2/Fabrico Suspenso: Itinerários de Trabalho” que apresenta 20 anos de obra gráfica de um dos mais internacionais e reconhecidos coletivos do design português. Esta é a primeira exposição nacional dedicada à produção independente dos R2: Lizá Defossez Ramalho e Artur Rebelo. Com curadoria de Paula Pinto e Joaquim Moreno, a exposição no Centro de Arte Oliva, mais do que apresentar obras e projetos concluídos, revela-se como um momento de contacto com os processos de criação, estando estruturada em cinco “laboratórios”: Arquivo, Paisagem, Transmissão, Matéria e Produção.
Para além de uma seleção do arquivo pessoal dos designers, em exposição estarão projetos de produção independente, obras que foram criadas para exposições internacionais como é o caso de Tempo, esculturas tipográficas para a exposição “Imaginary Menagerie” (Londres, 2011); Futuro, instalação tipográfica, para a “4th Typojanchi – International Typography Biennale” (Seoul, 2015); Avant-Après, instalação tipográfica para exposição individual, no âmbito da “Une Saison Graphique” (2018, Le Havre) e obras especificamente produzidas para esta exposição.

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