E outras propostas no feminino 

 Está aí mais um Novembro Jazz. É já amanhã, dia 8, pelas 22h00, que Ogre, a mais recente aventura de Maria João, um híbrido musical que mistura o jazz com a eletrónica, sobe ao palco da Casa da Criatividade. Com a voz de Maria João a indicar o caminho, cabe a esta banda com instrumentação invulgar e uma abordagem artística singular, que leva o público numa travessia pelo mundo dos sons, saltando fronteiras entre o digital e o analógico, inaugurar o festival de jazz iniciado pelo executivo municipal de Jorge Sequeira em 2018 e que este ano tem como mote “mergulhar”.

Desta vez, o Novembro Jazz permitirá “mergulhar” numa panóplia de propostas no feminino nacionais e estrangeiras, surpreendentes, que irão contagiar a cidade de S. João da Madeira ao longo de todo o mês, sempre à sexta-feira e às 22h00. O custo do bilhete para Maria João Ogre Trio varia entre os cinco e os 8,50 euros. Mas os interessados podem também optar pela compra de um passe geral que dá acesso aos quatro espetáculos do Novembro Jazz, cujo preço é, respetivamente, 25 euros (1ª plateia) e 23 (2ª plateia e orquestra). Note-se que há descontos para beneficiários RSI, bilhete de grupo, Cartão Amigo, estudantes e maiores de 65 anos.

Volvida uma semana, na noite de 15, a Casa da Criatividade recebe acantora americana Shirley King, filha da lenda do blues BB King (1925-2015). O seu registo flutua entre o blues, gospel, soul e funk, numa versatilidade incomparável. Ms. King chegou tarde aos Blues, sendo que a sua primeira tentativa foi em 1990 e em seis meses era já artista residente no Kingston Mines e logo dois anos depois lança o seu primeiro CD. O seu talento, carisma e energia tornaram-na uma diva. Desde o Blues tradicional, ao Gospel, ao Funky, ao R&B, ao Smooth Soul e ao Jazz, Shirley desafia todos os géneros musicais. A sua voz e a sua presença em palco são uma explosão de energia, que o público sanjoanense vai poder sentir ao vivo. O ingresso custa entre cinco e 10 euros.

Já a 22 de novembro “Elas e o jazz” vão recriar o universo dos musicais da Broadway e dos clubes de jazz numa narrativa musical contada a três vozes. Falamos de Joana Machado, Marta Hugon e Mariana Norton, três cantoras, amigas e cúmplices, juntas em palco para partilhar o amor pelo jazz e pelas canções que fizeram a sua história, e que em SJM vão estar acompanhadas por um trio de luxo, com Afonso Pais na guitarra, António Quintino no contrabaixo e Joel Silva na bateria. A entrada tem um custo entre os cinco e os 7,50 euros.

O Novembro Jazz termina a 29 com a atuação de Jacinta. Com carreira internacional e sete discos no mercado, esta cantora de jazz editou na mais prestigiada editora de jazz do mundo, Blue Note Records, e foi galardoada com disco de ouro pelo seu Tribute to Bessie Smith. Figura como representante portuguesa em mais de 20 coletâneas diferentes de jazz vocal onde aparece conjuntamente com artistas como Diana Krall, Cassandra Wilson, Diane Reaves, Jane Monheit, Norah Jones e Stacey Kent. “Semhora” é o sétimo álbum da cantora de jazz, Jacinta, que agora dá nome também ao seu novo espetáculo. Jacinta apresenta-se em duo e dá-nos a conhecer um novo mundo sonoro que percorre entre a música brasileira e alguns dos grandes clássicos do jazz. Os arranjos são da própria artista que agora assume uma postura não só de intérprete, mas de investigadora de novas sonoridades.

O custo do bilhete varia entre cinco e 7,50 euros e pode ser adquirido (assim como nos casos dos outros concertos) nos locais habituais (Casa da Criatividade, Paços da Cultura e Torre da Oliva) e em casadacriatividade.bol.pt.

Labor oferece bilhetes para o festival

Mas os interessados em assistir a este festival, que promete surpreender, podem também habilitar-se a dois convites  por semana para cada um dos quatro  concertos do Festival Novembro Jazz, devendo, para o efeito, ligar para o jornal labor através do número 256 202 600.

 

Novidades da edição deste ano

Em relação a 2018, ano de estreia deste festival, há novidades que começam logo na forma como o público vai ser recebido, com o “foyer” da Casa da Criatividade “transformado num pequeno clube de jazz, onde antes de cada concerto – a partir das 21h00 – vai acontecer um warm-up”.

Esses momentos vão contar com o envolvimento dos projetos musicais “38 Degrees of Jazz” e “Jazz Fever”, bem como da escola “Arte do Som”, que “aceitaram o desafio e farão as honras da Casa, sempre com o compromisso de se manter o repertório no feminino”, adianta comunicado da câmara remetido ao labor.

Além disso, está previstoainda um Musicatos Jazz, em parceria com a Academia de Música de S. João da Madeira. Esta iniciativa, que por norma tem lugar nos Paços da Cultura, vai transitar para a Casa da Criatividade, mantendo a política de entrada gratuita. Ricardo Resende vai trazer o seu Quarteto de Jazz num formato peculiar e em data a anunciar em breve.

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