Associação de Jovens Ecos Urbanos organizou o Jantar de Solidariedade mais mágico de sempre

Com menos pessoas do que no ano passado, é certo, mas com uma magia que tão cedo não sairá da memória de quem esteve presente, a Associação de Jovens Ecos Urbanos (AJEU) realizou o Jantar de Solidariedade mais fantástico e divertido de sempre. Esta última sexta-feira, a Sala dos Fornos virou “tenda de circo” para gáudio de cerca de 290 miúdos e graúdos. Além da chuva e do frio também as preocupações do quotidiano ficaram do lado de fora, havendo lugar apenas para o mundo mágico do circo.

Idealizada por Pedro Vieira, que por motivos de força maior não pôde marcar presença, a grandiosa festa esteve a cargo da “prata da casa” – leia-se oficinas de Artistas e de Animação Ecos Urbanos – e também do Circo Leunam e da Arte do Som. “Marianne du Soleil” e “Charles Cardinali”, que é como quem diz Mariana Amorim e Carlos Silva, foram os apresentadores de serviço.

Segundo a presidente da direção, que a certa altura também entrou no espetáculo, “este tema tinha [mesmo] de acontecer”. “Afinal, há 22 anos que fazemos do nosso dia a dia um verdadeiro circo”, justificou Rita Pereira perante um público que, com a sua comparência, deu sinais que reconhece todo o trabalho que, com mais ou menos dificuldades, a AJEU tem vindo a desenvolver em prol da comunidade, sobretudo “daqueles que mais precisam”. Isto, “sem esquecer todos os apontamentos de arte que imprimimos na nossa cidade. Somos artistas completos!”, conforme fez questão de lembrar a jovem dirigente.

“Já domámos as feras mais impossíveis de domar, com audácia, respeito, sem medos, e com o espírito de proporcionar àqueles que diariamente nos procuram uma experiência alucinante no seio da nossa organização”, afirmou a líder associativa, acrescentando: “Contorcionistas de recursos e situações, temos os melhores connosco”. E por falar em “melhores”, Rita Pereira aproveitou a ocasião “para agradecer àqueles que hoje, e ao longo de todo o ano, colaboram connosco e permitem que o nosso Eco seja sempre maior e melhor”, dirigindo “um enorme obrigada aos colaboradores da associação, voluntários e restantes parceiros”.

Associação tem como “missão mobilizar as pessoas, mudar a comunidade”

“Sem truques. Apenas com inovação, democracia, respeito pelo outro, profissionalismo, abertura, solidariedade, voluntariado, participação e sem discriminação”, a Ecos Urbanos tem como “missão mobilizar as pessoas, mudar a comunidade”, sendo especialista em “aquecer corações”. Na noite de 29 de novembro sentiu-se isso mesmo, com a associação a provocar “emoções capazes de tirar o fôlego ao mais cético dos espetadores” e “os risos mais genuínos”. Tudo “com muita palhaçada pelo meio”.

DF

Ao fim de 10 Jantares de Solidariedade, nos quais sempre “se extravasa a vertente da solidariedade”, o balanço é, uma vez mais, “extremamente positivo”. Aliás, para Rita Pereira, “um ambiente de circo só podia proporcionar momentos de magia e muitas gargalhadas”, tal como aconteceu.

Em declarações ao labor, e já em jeito de rescaldo, a responsável diretiva referiu que “juntámos à mesa muitos velhos e novos amigos da nossa associação”, estando “muito gratos a todos por tornarem o nosso Eco cada vez maior e melhor”.

Neste repasto que é já uma tradição na cidade, não faltaram as plantas “estrelas de Natal”, cuja venda reverteu para a AJEU, nem as sobremesas feitas com amor e carinho por alguns dos participantes. Também uma vez mais, coube ao Chef Paula, do restaurante “A Harpa”, a confeção dos pratos principais. Ainda no que diz respeito ao jantar propriamente dito, a Ecos Urbanos também contou com o apoio dos alunos do Curso Técnico de Cozinha e Pastelaria do CEI.

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