Inaugurada na tarde de segunda-feira passada, a única pista de gelo natural do país, instalada na Praça Luís Ribeiro, já deu que falar na sessão da Assembleia Municipal (AM) desse mesmo dia. E na terça-feira voltou a ser assunto, desta feita, na reunião de câmara.

Para Jorge Cortez, deputado municipal da CDU – Coligação Democrática Unitária, esta aposta da autarquia até fazia sentido se fosse na Covilhã, mas não em S. João da Madeira, que “tem a tradição de patinagem sobre rodas”. “A solução não foi a melhor”, reforçou a ideia este “filho de patinadores” e ele próprio um ex-patinador, chamando à atenção também para a “pegada ecológica” que a pista de gelo natural representa.

Quanto a este assunto, Jorge Sequeira afirmou que, “com as medidas que vamos tomar (LED’s, novo horário de funcionamento da recolha de lixo, etc.)”, “o saldo final será seguramente positivo”. O autarca assegurou ainda que “não vai ser a pista de gelo que vai dar cabo da pegada ecológica”.

Preço dos bilhetes “devia ser igual para todas as pessoas”

Já em sede de executivo municipal, no dia seguinte, Paulo Cavaleiro “bateu na mesma tecla”, alertando igualmente para a pegada de carbono deixada pela pista de gelo. “Já tínhamos feito uma proposta que consistia em que o Município devia fazer uma avaliação sobre a pegada ecológica sempre que toma uma ação como é o caso desta instalação. Já tínhamos falado em reunião, sugerido para o orçamento e agora vamos concretizar em reunião de câmara”, disse o vereador da coligação PSD/CDS-PP, questionando, de seguida, o Município sobre “a ausência de cobertura na pista de gelo”, “uma vez que pode chover e levar a que não seja usada”. “Ou temos capacidade para tudo ou não deixamos a meio”, “atirou”.

Ainda a propósito, defendeu que “o preço devia ser igual para todas as pessoas, porque “muitos dos alunos que estudam e das pessoas que trabalham na cidade não são de cá”.

A resposta de Jorge Sequeira não demorou a chegar. O líder autárquico informou que 4.000 bilhetes, gratuitos, vão ser distribuídos pelos alunos com idade para frequentar a pista e pela Associação Comercial de S. João da Madeira. Além do mais, conforme esclareceu, a diferença de preço entre residentes e não residentes foi “opção da própria empresa, à qual não nos opusemos, tendo em conta o princípio de que já existem outros equipamentos municipais, como os museus, em que os sanjoanenses não pagam” e quem é de fora paga. Uma medida que, como fez questão de recordar, foi tomada pelos executivos anteriores liderados pelas forças políticas da coligação.

Relativamente à questão ecológica, reiterou o que disse na AM.

DIANA FAMILIAR e GISÉLIA NUNES

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