Autarquia familiarmente pouco responsável…

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Enquanto deambulava pelos meandros da internet, encontrei algo que me despertou a atenção. Nos dias de hoje vivemos numa era de rankings e, devido à minha formação, tenho a tendência  a valorizar mais uns do que outros, como por exemplo: valorizo o ranking de escolas amigas das crianças e não valorizo, minimamente, rankings de quadros de mérito de qualquer escola.

Deparei-me com a existência de um ranking de “Autarquia + Familiarmente Responsável 2019”, em que só neste ano foram distinguidas 76 autarquias. Fui, como fervoroso sanjoanense, na ânsia de uma vez mais poder publicitar esta que é para mim a melhor cidade do mundo,  pesquisar se a nossa autarquia era uma das contempladas com essa distinção, mas…não, não é!

Neste ranking são avaliadas as medidas que são dirigidas aos munícipes, em várias áreas como o apoio à maternidade e paternidade, o apoio a famílias com necessidades especiais, educação e formação, habitação e urbanismo entre várias outras.

São avaliadas, também, as políticas dirigidas aos seus próprios funcionários e colaboradores e de que forma essas políticas contribuem para um maior equilíbrio entre a vida familiar e a vida profissional.

João da Madeira, pela sua dinâmica, dimensão e rede de infraestruturas, tem capacidade para mais do que constar neste ranking, (o que não acontece), tem a capacidade para o liderar, mas neste caso, tal como, “à mulher de César não basta ser, é também preciso parecer”.

Somos “Município Amigo do Desporto” há vários anos, e o Município tem vindo a trabalhar bem nesta área, mas parece-me que, uma vez mais, não existe uma estratégia concertada deste executivo para englobar as várias áreas de atuação do Município para ter, como objetivo global, a melhoria da qualidade de vida dos sanjoanenses como um todo e, não só com medidas e atuações pontuais, muitas delas reativas à contestação de muitos sanjoanenses.

Esta distinção atribuída pelo “Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis” que, desde a sua criação, tenta criar bases de partilha de experiências entre autarquias, de forma a proporcionar bons exemplos de políticas que possam ser replicadas nos vários concelhos que estejam, efetivamente, interessados na melhoria da qualidade de vida dos seus munícipes e, também dos seus funcionários e colaboradores.

Numa época em que se torna cada vez mais difícil conjugar a vida profissional com a vida familiar, é de extrema importância termos uma autarquia que inove e que dê o exemplo nestas matérias.

Constituir uma família é por si só um ato de coragem, em que toda a ajuda é sempre pouca. Na minha opinião, o Município deve ser um dos fatores de ajuda e, olhando a este ranking, não o é!

Eu quero mais para a minha cidade!

Ricardo Mota,

presidente da Comissão Política Concelhia do CDS-PP de S. João da Madeira

 

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