Poetisa oliveirense apresentou o seu livro “Aqui, onde me encontro” em S. João da Madeira 

 

Qual chuva, qual quê? Tal como “chuva civil não molha militares”, aquela que caiu copiosamente durante todo o dia da passada quinta-feira “não molhou os amigos e os leitores de Magui Ramalho”, como começou por dizer Óscar Amorim, também ele escritor de Oliveira de Azeméis (OAz).

De facto, o concelho vizinho veio em peso à apresentação do livro “Aqui, onde me encontro”, editado pela Seda Publicações, na Biblioteca Municipal (BM) Dr. Renato Araújo. Com destaque para a presença do Clube Sénior Activida da Associação de Melhoramentos Pró-Outeiro – “projeto muito recente” com o qual a poetisa de OAz colabora – que praticamente encheu a sala, além de encerrar com chave de ouro a sessão. Dirigidos por Magui Ramalho, em S. João da Madeira (SJM), os muitos seniores que compõem este clube conquistaram o público, mostrando que “nasceram para a música”.

E por falar em música, Ana Margarida Rodrigues Ramalho, professora de Educação Musical reformada, que nasceu a 25 de novembro “de um ano qualquer”, contou com uma outra oliveirense e, curiosamente, também ex-docente da antiga Escola Bento Carqueja, onde andou e deu aulas, para apresentar “Aqui, onde me encontro”. Irene Guimarães foi a apresentadora de serviço, vendo-se, pela primeira vez, naquele papel na BM.

Também “no meio de amigos”, a vereadora da câmara sanjoanense transmitiu “aquilo” que sentiu ao ler o livro que tinha “há aproximadamente duas semanas”. “Todos os dias lia um bocadinho”, afirmou, dando nota que “esta poetisa ‘toca’, tal como nas teclas, em cada um de nós com os seus poemas”.

Para Irene Guimarães, Magui Ramalho, que se tem dado a tantas “causas”, “atreveu-se a concretizar um sonho” e o resultado está à vista. Com fotografias à mistura, “Aqui, onde me encontro” oferece-nos poemas com “uma inebriante frescura”, “poemas simples que estabelecem com os leitores uma íntima conversa”. Trata-se de “uma singela e bem conseguida manifestação artística onde a fotografia e a palavra se juntam numa maravilhosa construção”, sublinhou ainda a professora.

Livro contém “recados, alertas”

Em declarações ao labor, já depois do final da sessão, Magui Ramalho referiu que escreveu “Aqui, onde me encontro” “essencialmente para mim”. Nele encontramos “recados, alertas, para me lembrar que estou aqui por alguma razão”, completou a ideia, acrescentando que esta obra, “com um bocadinho de espiritualidade pelo meio”, não deixa de ser “um atrevimento”. Desde o seu lançamento em maio passado até agora, e isto a julgar pelo feedback de quem já o leu, o livro tem feito mudar a forma de pensar de alguns, facto que deixa a autora muito satisfeita, como disse ao nosso jornal.

Em SJM, a apresentação do “Aqui, onde me encontro” foi rica não só em calor humano, mas também em emoções fortes proporcionadas por alguns momentos musicais com Pedro Valente e pela declamação dos poemas “Amor” por Arminda Santos, “Ao sabor da maré” por Paulo Monteiro, “Silêncio” por Óscar Amorim e “Terra Mãe” por Flor Yaleo e, ao mesmo tempo, interpretado através da dança por Carolina Matos.

Próximo livro está previsto para 2020

 “Aqui, onde me encontro” é o primeiro livro que Magui Ramalho escreve sozinha, mas não será o último. Em declarações ao labor, a escritora de Oliveira de Azeméis que estudou música em S. João da Madeira, com a professora Marília Rocha, adiantou que “o próximo já está em andamento”, estando o seu lançamento previsto para 2020. É um livro também de poesia, contudo, “nada tem a ver com este”, o assunto é “completamente diferente”, garantiu ao nosso jornal.

Recorde-se que Magui Ramalho, em 2017, também lançou o livro “Poemas Vadios”, em conjunto com dois amigos. Ainda no mesmo ano participou na Antologia Poética da Artelogy e, em 2018, na Antologia de Natal da mesma editora. Tem poemas seus incluídos na Coletânea “Chuva, Musgo e Tronco”.

 

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